Elizeu Hainzenreder (ex-Desolate Ways) e Eduardo "Clark" (Vala, ex-Unmaker, ex-A Sorrowful Dream), dois veteranos do cenário metal, uniram forças novamente para homenagear um dos grandes nomes da música pesada. Após um tributo ao Entombed, a dupla desta retornou com o desafio de gravar "Atom And Evil", do Heaven & Hell.
Metal Reunion Zine
sexta-feira, 29 de março de 2024
Elizeu Hainzenreder e Clark gravam Heaven & Hell; projeto heavy/doom a caminho?
terça-feira, 26 de março de 2024
Thrashera: O álbum "AO VIVO EM HELLCIFE" será lançado em cassete. Confira as informações.
"AO VIVO EM HELLCIFE" é o segundo álbum ao vivo dos cariocas da Thrashera. O disco foi gravado em agosto de 2023 no Darkside Studio em Recife, Pernambuco, durante a Bastardos da Noite Nordeste Tour, quando a banda rodou o nordeste do Brasil pela primeira vez, passando por seis cidades.
O material, em formato analógico e tiragem limitadíssima de apenas trinta unidades, tem previsão de lançamento para maio de 2024 pelo selo brasileiro AUDITIVE CUT RECORDS. O disco traz doze sons, sendo um deles uma versão para a música 'Guerreiros de Satã' do Vulcano com participação da vocalista Aschmedai (Praga - Black Metal).
Confira abaixo a lista de faixas de AO VIVO EM HELLCIFE:
Lado A
1. Metal
2. Sangue ao Metal
3. A dona da noite de Metal
4. A viúva do capeta
5. Partidário ao Metal
6. Noite obscena
Lado B
7. Desgraça e Terror
8. Bandeira Negra
9. Bastardos da Noite
10. Bar Culto ao Metal
11. Guerreiros de Satã (Vulcano Tributo) - Feat Aschmedai)
12. Boteco Selvagem
Informações e pedidos:
https://www.instagram.com/auditive_cut_records
Links relacionados:
https://www.instagram.com/officialthrashera
Fonte
Pesquisa Music Reunion
segunda-feira, 25 de março de 2024
Navalha na Carne - Edição 25 - Em breve todos nos seremos traficantes.
Poderia perder meu tempo para escrever sobre o tema da vez, erroneamente proclamado pelo Senado Federal Brasileiro e repetido por uma massa de políticos que afirmam ser conservadores, como a PEC das drogas, instrumento para alterar a Constituição Federal, criminalizando todo e qualquer porte de drogas. Uma iniciativa do atual presidente do Senado para bater de frente com o Supremo Tribunal Federal brasileiro, que está votando algo que vai diferenciar o usuário de drogas do traficante de drogas, e com isso, tentar reduzir as desigualdades sociais expressas no crescimento da massa carcerária do Brasil, onde usuários com quantidades mínimas de maconha são encarcerados como traficantes, e isso serve de combustível para vender à população a insegurança constante de uma eterna guerra às drogas.
Tentar entender por que senadores da República entram em um embate institucional desses, enquanto milhares de problemas gritam por ações desses senhores, é uma perda de tempo no Brasil; por aqui é normal e histórico os representantes do povo, devidamente eleitos de forma democrática, se intitularem defensores de seus eleitores, mas serem flagrados com dinheiro de propina escondido nas meias e cuecas, serem investigados pelo Ministério Público por abuso de poder, desvio de verbas, envolvimento direto com figuras do crime organizado e outras tantas questões que em países sérios os desqualificariam para permanência nos cargos que ocupam, mas aqui é o Brasil. Manda quem pode, né? O coronelismo por aqui apenas se atualizou aos tempos, a máxima de usurpar o Estado em benefício próprio continua em curso.
Mas como disse, não vou perder meu tempo para falar algo desse circo imundo que às vezes me causa vergonha até afirmar que sou brasileiro. Porém, sobre a tal guerra às drogas e alguns pontos de suas raízes históricas entrando em conflito direto com ações políticas frustradas, vou tentar explanar em mais um texto enorme que, com certeza, não será lido até o fim, afinal, estou no Brasil; diversas pesquisas revelaram que o brasileiro médio não gosta de literatura e prefere assistir memes na internet do que ler um livro. Mas vamos lá.
No coração pulsante do tropical Brasil, povoado por uma gente alegre e despreocupada com catástrofes naturais, onde as cores vibrantes da cultura infelizmente se misturam com as sombras profundas da desigualdade, uma relação triste de questões sociais se entrelaça, moldando o destino de milhões, matando crianças, alvejando inocentes, detruindo sonhos, dilacerando familias e fazendo parar de pulsar inúmeros corações.
A segurança pública, que deveria ser um pilar da tranquilidade cidadã, é constantemente mascarada por políticas públicas mal planejadas, elitistas ou simplesmente genocidas, com flerte descarado com um fascismo armamentista, que enriquece poucos, elege alguns e massacra muitos.
Essa segurança pública torta, que reforça os sentimentos de insegurança da grande massa que elege inaptos, agora se assemelha a uma sombra sinistra, projetada sobre comunidades inteiras, marginalizadas pelo simples fato de não serem aplicados pontos previstos na Constituição Federal brasileira. Se olharmos para os noticiários com um pouco de atenção, iremos perceber que existe uma campanha de políticos, representantes da sociedade civil, empresários e outros, que tentam emplacar atos e até mesmo leis inconstitucionais argumentando que são medidas pela segurança das famílias. Tudo balela. Conversa fiada. O tema segurança pública é colocado em pauta para tudo, pois se trata de grana, não para você que está lendo ou eu que escrevi. Mas grana para partidos, governos, legisladores e todos que estão envolvidos de forma direta ou indireta no processo que lida com o tema segurança. Muita gente ganha muito com isso, por isso qualquer tentativa para propor uma mudança é rechaçada por essa gente que controla a máquina.
Moradia para todos, igualdade de direitos, justiça social para os menos favorecidos, justiça criminal imparcial para todos... Tem gente eleita pelo povo que odeia essas questões e cria PECs, Emendas, legisla em causa própria como se a tragédia por aqui fosse um projeto político em andamento constante. E vai tomar no cú quem pensou em esquerda ou direita. Na minha humilde opinião, nenhum desses vermes presta para nada.
O início da favelização brasileira ecoa como um grito silencioso, uma lembrança dolorosa de um sistema que falhou em proteger e servir igualmente a todos os seus cidadãos. Já leu ou ouviu falar sobre a guerra de Canudos? Enfim... Os vitoriosos receberam terras do governo para morar. Mas adivinhe onde eram as terras? O restante da história está aí saltando aos nossos olhos. Favelas nunca seriam problemas sociais se o Estado tivesse feito a coisa de forma organizada. Mas aqui é o Brasil, em pleno 2024 temos gente indo para as ruas pedir volta da ditadura militar e a dissolução do sistema judiciário. Onde deveria haver oportunidades florescendo, encontramos becos sem saída e sonhos sufocados pela falta de investimento em educação e infraestrutura básica. Eu disse básica. Ok?
Mas e se houvesse uma luz no fim desse túnel de desespero? E se, ao invés de perpetuar uma guerra fracassada contra as drogas, que é mais focada na extinção de quem possui pele negra e também interessada nas verbas robustas para a segurança pública, tão desejadas por políticos, optássemos por uma abordagem mais progressista? Investir em educação não é apenas uma questão de preparar as futuras gerações para substituir os velhos, mas também de desmantelar as estruturas que alimentam o ciclo vicioso do tráfico, da corrupção policial, do crime como um todo e todas as ações financeiras lucrativas agregadas a essa sopa fétida de chorume.
A liberação das drogas ilícitas de forma recreativa pode parecer uma ideia radical à primeira vista, mas quando confrontada com a realidade brutal das ruas, surge como uma alternativa viável. Ao invés de alimentar os bolsos de traficantes sanguinários, policiais marginalizados, funerárias cada vez mais caras e políticos viciados em poder, dinheiro e outras coisas que tão nocivas quanto as drogas, poderíamos redirecionar esses recursos para programas de prevenção e reabilitação, construindo uma sociedade mais saudável e equilibrada. Taxar as drogas em proporções maiores que o tabaco e as bebidas alcoólicas seria uma solução lucrativa para o próprio governo, abriria novos mercados, ocasionaria aumento de contratações, especializações e ocasionaria a redução da taxa de desemprego vergonhosa que temos por aqui. Como diria a deputada Herica Hilton, a fome e a miséria são uma chantagem estatal covarde e desumana, articulada para continuar elegendo nossos algozes. Ela não disse exatamente isso, mas a mensagem foi essa mesmo.
Enquanto esses pontos são escritos aqui nessa coluna, nos corredores sombrios dos hospitais públicos, ecoam os gemidos, choros e gritos desesperados daqueles que caíram vítimas da guerra às drogas e de suas sofridas famílias. Os atestados de óbito são emitidos como se fossem ingressos para o Rock in Rio. Os gastos exorbitantes com a saúde pública do SUS para tratar os feridos gravemente em tiroteios são apenas a ponta do iceberg de uma crise humanitária que explode diante de nossos olhos. Até porque, se falarmos da cidade do Rio de Janeiro por exemplo, estamos falando de feridos por tiros de fuzis, armas de guerra com calibres potentes capazes de atravessar paredes de concreto e até blindagens de carro forte.
Então, feridos por tiros de fuzil são mais propensos a vir a óbito, com isso, lá se vão recursos da saúde, tempo de profissionais, leitos ocupados ou reservados, ambulâncias..., usados para contemplar o fracasso de não conseguir salvar a vida do infeliz alvejado na tal guerra às drogas.
A conta nunca vai fechar Será que nenhum politico brasileiro chegou a analisar esse simples ponto citado aqui?
Enquanto o dinheiro flui dos cofres públicos, dos seus impostos pagos, para manter essa guerra insensata, as vidas se perdem no caos das ruas.
É nesse contexto que devemos olhar para além de nossas fronteiras, para países que optaram por uma abordagem diferente. Enquanto o Brasil ainda se apega a um modelo de polícia militarizada, que só fazia sentido na época da ditadura, outros lugares abraçaram a ideia de uma polícia privada, com metas e medição de resultados, não militarizada, apenas uniformizada. Essa mudança de paradigma não só reduziu os índices de violência, mas também promoveu uma relação mais próxima entre a comunidade e as forças de segurança.
Mas estou falando de países desenvolvidos, aqui o projeto de quem é eleito é se perpetuar no poder, tem uma espécie de projeto de manter para sempre o Brasil como país em desenvolvimento. A selvageria social, sofrimento e desigualdades são necessárias para existir criminalidade em crescimento e uma necessidade eterna em verbas cada vez maiores para a segurança.
Em um país onde a segurança pública é frequentemente sinônimo de opressão, onde temos rankings que pontuam qual polícia é a mais letal, qual é a mais truculenta e a mais corrupta, é hora de repensar nossas estratégias. Investir em educação de verdade, adotar políticas de drogas mais progressistas e alinhadas com exemplos de países que fizeram e melhoraram a qualidade de vida de suas populações, e também repensar o papel das forças de segurança. Esses são passos cruciais rumo a um futuro mais seguro e justo para todos os brasileiros e estrangeiros que nos visitam devido ao nosso potencial turístico praticamente único no planeta.
Ah! Quanto ao título "todos nos" foi um exagero proposital, aplicado para criar curiosidade no texto.
Alexandre Chakal é carioca, pai, publicitário, jornalista independente, designer, musicista, escritor, poeta, locutor freelancer, zineiro, editor do blog Metal Reunion Zine à mais de 15 anos. Um eterno inconformado com o cenário social e as péssimas gestões políticas no país mais rico da America Latina.
Thrash 'till Death Fest - Data: 07/04/2024 - Osasco / SP.
domingo, 24 de março de 2024
Clutch faz show em São Paulo no dia 18 de julho
A experiente e premiada banda norte-americana Clutch, enfim, voltará ao Brasil em julho deste ano! Após o show cancelado devido à pandemia, a Powerline Music & Books confirma a apresentação única do quarteto de Maryland no país para o dia 18/07, em São Paulo, no Fabrique Club. Os ingressos já estão à venda (clique aqui).
Há mais de duas décadas lançando álbuns potentes e constantemente elogiados e premiados, sempre atrelados ao autêntico rock com influências de southern, blues e até stoner, o Clutch regressa ao Brasil com a turnê de 'Sunrise on Slaughter Beach', de 2022, que já rendeu diversas turnês mundiais e resenhas positivas nos principais veículos de imprensa de rock dos EUA e Europa.
O Clutch, formado ainda na década de 1990, hoje é Neil Fallon (vocal, guitarra), JP Gaster (bateria), Dan Maines (baixo) e Tim Sult (guitarra). São 13 discos de estúdio lançados e está no mesmo patamar dos figurões do Kyuss, Truckfigters, Red Fang e Monster Magnet.
A banda lançou o primeiro EP – Pitchfork – pela primeira gravadora do Metallica, a Megaforce Records e, desde então, se mantém na ativa com composições bombásticas, que mistura stoner rock, blues, hard, rock n’ roll a la Mortörhead (um dos hits, “One Eye Dollar”, foi chamada de “Ace of Spades do Clutch" pelo próprio lendário e saudoso Lemmy Kilmister, do Motörhead) e tem até mesmo uma pitada de country. O groove é marcante, seja no instrumental refinado como no vocal enérgico de Neil Fallon.
Sunrise on Slaughter Beach é o décimo terceiro álbum de estúdio da banda de rock americana Clutch. Foi lançado em 16 de setembro de 2022, pelo selo próprio da banda, Weathermaker Music. É o primeiro álbum de estúdio de Clutch desde Book of Bad Decisions em 2018.
O álbum foi originalmente concebido como um contraponto positivo à volatilidade social e à divisão causada pela pandemia de COVID-19, mas as letras eventualmente abordaram uma gama mais diversificada de tópicos sociais.
A revista Kerrang!, na resenha, disse que "com 13 álbuns, Clutch ainda é excepcionalmente brilhante, mestres artesãos de uma forma ao mesmo tempo engenhosamente simples e incrivelmente inteligente".
Já a Metal Injection chamou o álbum de "grandioso sem pomposidade, experimental sem um centímetro exageros".
Os roqueiros de Maryland mantém uma formação consistente durante décadas e não mostram sinais de parar, sempre presente em festivais renomados e com shows requisitados em todo o globo.
SERVIÇO
Mais informações:
www.instagram.com/
www.instagram.com/
www.instagram.com/tedesco.com.
Fonte erick.tedesco@gmail.com
MORTAL PROFECIA apresenta o segundo single do álbum "From the Ashes"
"From the Ashes" é odebut album dos deathbangers da MORTAL PROFECIA, que está prestes a sair das fornalhas do submundo por meio de uma parceria entre os selos Arsenal Distribution e Black Hearts Records.
Capú Retorna às Fileiras da EVIL SENSE
A banda EVIL SENSE confirmou recentemente que retornou ao formato de quarteto, com o regresso do seu antigo vocalista e guitarrista Capú.
A atual line-up é:
Capú – Vocal/Guitarra
Thiago (Suco) – Vocal/Guitarra
Guilherme – Vocal/Baixo
Ricardo – Bateria
Links:
instagram.com/evilsense_official
Fonte
https://www.sepulchralvoicefanzine.com/2024/03/capu-retorna-as-fileiras-da-evil-sense.html
Confira as datas da turnê no Nordeste da banda ANCESTRAL MALEDICTION
Fonte
https://www.sepulchralvoicefanzine.com/2024/03/confira-as-datas-da-turne-no-nordeste.html
MASTER, ESCARNIUM & HONORIS em Aracaju/SE
GÓRGONA anuncia data de lançamento do seu debut album
A banda de Heavy Metal GÓRGONA anunciou em suas redes sociais que seu álbum de estreia, autointitulado, estará disponível em todas as plataformas digitais a partir de 09 de abril de 2024. Inspirada por grandes nomes da NWOBHM e com uma temática centrada na história das Górgonas (Stheno, Euryale e Medusa), o objetivo é capturar sua atenção de forma petrificante, impulsionada pela força bestial e opulenta do som pesado!
Fonte
https://www.sepulchralvoicefanzine.com/2024/03/gorgona-anuncia-data-de-lancamento-do.html
NECROT apresenta o segundo single de "Lifeless Birth"
"Lifeless Birth" é o terceiro álbum dos deathbangers da NECROT, o lançamento está agendado pela gravadora Tankcrimes para o dia 12 de abril de 2024. A capa do disco foi criada pelo artista holandês Marald Van Haasteren, que também assinou as capas dos dois primeiros discos da NECROT, além de ter em seu currículo trabalhos com bandas como Mortuous, Baroness, Teethgrinder, entre outras.
Navalha na Carne - Edição 24 - Expressividade desesperada ou comprada? Visibilidade forçada? Por que ainda chamam de Underground?
Aproveitando a nova edição para apresentar as logomarcas que vão se alternar nas próximas postagens.
sábado, 23 de março de 2024
ARQUIVOS EXPLÍCITOS - Contos e crônicas da ópera rock do terror cotidiano - Segunda Temporada 2023/2024 - #25
Crueldade oficial
Por Fabio da Silva Barbosa
Não eram
dez da manhã e já vinha mancando pela calçada. Eu vinha em sentido contrário,
pensando no que escrever para esta coluna, fazendo uma seleção de lembranças e
inventando algumas coisas. Quando cheguei perto o suficiente, observei que não
era apenas o mancar, mas o corpo todo se movia como se não houvesse parte sem
dor. Da ponta dos dedos, até o pescoço. Cada membro vinha em uma posição
estranha naquele penoso caminhar.
Parando na minha frente, ela tirou o capuz do casaco e
mostrou a lateral do rosto toda arrebentada. Imaginei logo que novamente havia
tomado uma ruim de alguém que ela estivesse devendo. Não seria a primeira vez.
Ela negou e foi logo apresentando a situação.
- Tomei uma ruim da polícia. Tava traficando. Eles me
pegaram.
- Mas a essa hora da manhã? Você também não aprende.
Ela
retribuiu com um quase sorriso nascendo naquela máscara de dor. Analisei as
feridas e hematomas em suas pernas, que eram as únicas partes visíveis em seu
corpo. A minúscula bermuda contrastava com todo o resto do corpo coberto.
- Tô toda
machucada. Passaram com o carro por cima de mim.
- Mas como
fizeram isso em pleno dia? O Sol tá com tudo claro. Todo mundo pela rua.
Ninguém viu ou gritou?
-Eles me
levaram pra ruazinha. Lá tá sempre deserto. E você sabe que o povo tem medo de
falar, mesmo quando vê as coisas.
- Tinham de
ter medo é de ficar calados. Esses caras se aproveitam do medo para fazer esse
tipo de coisa. Eles não podem fazer isso. Se o pessoal fizer um barulho, duvido
que continuam. Logo no início vão aumentar a pressão pra tentar aquietar a
população, mas quando verem que o povo não se cala... Não tem força maior que o
povo.
- Pois é,
né... Pois então...
Mas o caso
dela foi muito bem preparado. Enquadraram a pinta quando ela vinha da boca. Já
tinham observado que ela saía de lá com o malote de droga em cima para vender
nos bares do bairro vizinho. Já tinham o flagrante para forjar em cima, caso
saísse sem nada, mas nem foi preciso. Tava forrada. Fizeram uma prisão
tranquila na rua principal da favela. Levaram-na para a ruazinha, onde a
tiraram do carro e começaram a agressão para que ela cuspisse as informações
sobre o tráfico local. Como ela não falava e quando parecia trazer algo,
entregava apenas o que todo mundo já sabia, colocaram-na deitada diante do
carro. Dois policiais ficaram apontando a arma para ela. O terceiro ficou mais
a diante para não deixar ninguém passar, caso alguém resolvesse fazer aquele
caminho no dia.
- As regras
são simples. Se você fizer qualquer movimento, estes dois aqui vão descarregar
em cima de você. Vou entrar naquele carro ali e vamos ver o que acontece.
- Não faz
isso.
- Vamos
deixar passar dessa, porque ainda não tínhamos explicado. Falar também não
pode. Se falar ou mexer, leva tiro. A partir de agora.
Ao acabar
de explicar, o quarto policial entrou no carro e, sem demora, ligou, acelerou e
colocou para andar. Ao passar os dois pneus da frente por cima dela, ouviu um
forte grito e sentiu o balançar do carro passando sobre o corpo. Os dois de
trás não foram muito diferentes. Só que o grito foi bem baixinho. Saltou do
carro e foi até o corpo. Os dois que estavam armados já estavam em cima do
lance. Olharam um pouco, deram alguns chutes leves pelo corpo e resolveram ir
embora.
- Aiiii...
Ela gemia
alguns momentos depois. Levou algum tempo para se por de pé e seguiu a rua até
a saída do lugar. Mesmo andando o mais rápido que podia, ainda parecia estar se
arrastando. Fiquei olhando aquela jovem mulher sumindo do meu campo de visão. Como
iria dormir no chão duro, em cima de caixa de papelão, como de hábito, com o
corpo todo machucado daquele jeito?
Lamentável
que uma boa menina como essa tenha de viver em um mundo tão cruel como este.
Navalha na Carne - Edição Extra - A proposta de Baudelaire. Embriagai-vos!
sexta-feira, 22 de março de 2024
Boteco Selvagem II - Inferno Nuclear é a segunda banda confirmada no Festival.
Abaixo mensagem divulgada pela produção do evento.
O Metal veloz que vem da Selva para assolar Itaquera, é a segunda atração confirmada no cast do Boteco Selvagem II.
A Inferno Nuclear, é uma banda A banda fundada em 2006 em Belém do Pará por Wellington Freitas, que aborda em suas letras as angústias do capitalismo, desastres ambientais e o medo muito real de uma guerra nuclear, cada vez mais iminente.
Com um som rápido e agressivo, baseado no Thrash Metal da velha escola oitentista e influenciada por bandas como Exodus, Anthrax e Metallica, lançaram o álbum "Diante de Um Holocausto", produzido por Kleber Chaar. O material devastador recebeu elogios e rendeu para a banda shows praticamente em todo o Brasil, incluindo participações em festivais renomados como o Setembro Negro 2023.
Atualmente, o Inferno Nuclear está em São Paulo produzindo um novo álbum com uma nova formação que conta com: Leonardo Garcia, Leandro Kronnos, Marcos Luz e Wellington Freitas.
Um setlist especial é preparado para essa noite insana e veloz que será o BOTECO SELVAGEM II.
PREPARE-SE!
10/08/2024 o Hellraiser Rock Bar será Selvagem, infernal e Nuclear!
Breve divulgaremos a terceira banda aqui para você Hellmanic!
Fique ligado!
Links relacionados:
https:/w.instagram.com/hellraiserrockbar
https://www.instagram.com/infernonuclear
Fonte
Pesquisa Music Reunion









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