Metal Reunion Zine

Blogzine fundado em 2008. Reúne notícias referentes a bandas, artistas, eventos, produções, publicações virtuais e impressas, protestos, filmes/documentários, fotografia, artes plásticas e quadrinhos independentes/underground ligados de alguma forma a vertentes da cultura Rock'n'Roll e Heavy Metal do Brasil e também de alguns países que possuem parceiros de distribuição do selo Music Reunion Prod's and Distro e sua divisão Metal Reunion Records.



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segunda-feira, 7 de julho de 2025

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Folha Subterrânea 

quarta-feira, 5 de junho de 2024

Livro "Os 10 mandamentos do Submisso" lançamento.

Sinopse:

Em "Os 10 Mandamentos do Submisso," Alexandre Chakal nos conduz por um mergulho profundo no âmago das relações humanas, explorando o intrigante e revelador submundo da submissão consensual. Esta obra convida os leitores a adentrar os meandros da psique dos submissos, onde a entrega vai além da mera obediência, tornando-se uma fonte de prazer e realização pessoal. Através de uma narrativa envolvente, Chakal explora os desafios e as recompensas de abraçar a identidade submissa. Utilizando referências bibliográficas e cinematográficas do universo BDSM, somadas a suas observações pessoais, o autor tece em poucas páginas um guia definitivo de valores importantes para relações positivas envolvendo submissão.

O livro oferece uma reflexão profunda sobre as dinâmicas de poder e entrega, desafiando conceitos preestabelecidos e revelando a submissão não como uma fraqueza, mas como uma manifestação de força e autoconhecimento. "Os 10 Mandamentos do Submisso" é uma jornada literária que transcende as convenções sociais, mergulhando nas profundezas da psique humana e explorando os recantos mais íntimos da alma. Em cada página, os leitores são convidados a se render aos próprios desejos mais profundos e a descobrir o verdadeiro significado da submissão consensual. Prepare-se para uma leitura transformadora, onde cada mandamento é um passo rumo ao autoconhecimento e à realização pessoal.

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Fonte
Pesquisa Music Reunion 




quarta-feira, 1 de maio de 2024

Vania Cavalera (mãe de Max e Iggor, fundadores do Sepultura) é a estrela de novo episódio da série "O Ben para todo mal", nesta quarta-feira (1/5), no Music Box Brazil

As raízes de Iggor e Max, criadores do Sepultura, estão bem fundamentadas em Vânia Cavalera, mãe dos irmãos — e da caçula Kira. A matriarca é quem protagoniza o próximo episódio inédito de "O Ben para todo mal" no Music Box Brazil (canal 123 da NET, 145 da Oi TV ou 637 da Vivo TV), nesta quarta-feira (1º de maio), às 20h15min. As reprises ocorrem quintas-feiras (8h15min) e sábados (15h). Trata-se da última entrevista registrada com Vania, que morreu em julho de 2023, aos 80 anos.

Em papo emocionante, a “mãezona heavy metal”, como já foi chamada pela imprensa, relembrou conquistas, perrengues e outras histórias ligadas ao nascimento e desenvolvimento do maior nome brasileiro do metal.

 

“Eu fui chamada de louca, irresponsável. A família não foi mais à minha casa, mas seguiu a própria vida. E a minha vida era com os meus filhos”, revelou Vania sobre a decisão de apoiar a prole então adolescente com o sonho de ter uma banda.

O programa “O Ben para todo mal” conversa com pessoas ligadas à música para falar sobre parentalidade e som. Com uma segunda temporada sendo disponibilizada na televisão, o projeto continua destacando como criar um ser humano impacta a rotina dos convidados. Além de Vania Cavalera, a nova leva de episódios tem como convidados Jean Dolabella (Pitty), Nenê Altro (Dance of Days), Clemente Nascimento (Inocentes), Bianca Jhordão (Leela) e a rapper Negra Jaque, entre outros.

Confira trailer da nova temporada de O Bem para todo mal aqui!

Das 13 produções que entram na programação do Music Box Brazil desde 24 de abril, 11 foram filmadas em São Paulo e duas em Porto Alegre. O roteiro e a apresentação são feitos pelo jornalista Homero Pivotto Jr. (que idealizou a iniciativa em homenagem ao filho Benjamin), e a edição e direção são de Sérgio Caldas. Além da dupla, que está envolvida com o projeto desde o começo, os novos vídeos têm ainda suporte de Luiz Argimon e Vinícius Lima na captação de som e de imagens.

“O Ben para todo mal” é um trabalho iniciado em 2016. A primeira temporada, exibida no Music Box Brazil e disponível no Youtube (https://www.youtube.com/c/OBenparatodomal), conta com 17 episódios. Os entrevistados incluem nomes como João Gordo e Jão (Ratos de Porão), Julia Barth (Os Replicantes), Andreas Kisser (Sepultura), Fernanda Takai (Pato Fu), Iggor Cavalera (ex-Sepultura), CJ Ramone e Afro-X.


Fonte

Homero Pivotto Jr.

Jornalista e assessor de Imprensa 
(51) 98557-3136 

domingo, 14 de abril de 2024

Warfare Noise Project: Confira essa homenagem aos pioneiros do metal extremo brasileiro.

O Warfare Noise Project é um projeto musical que tem o objetivo de prestar a merecida homenagem aos pioneiros do metal extremo brasileiro. 

Surgiu da necessidade do seu criador M. PROPHANATOR de demonstrar seu orgulho de ter pertencido a esta geração e reconhecer a grandeza do que foi produzido nos saudosos e inesquecíveis anos 80.

O projeto é totalmente autoral e, dentro do possível, devido à pouca habilidade musical do seu idealizador, tenta reproduzir os estilos das bandas homenageadas. 

As letras de todas as musicas -  no corpo de cada vídeo – são compostas por referencias, citações e fatos históricos que remetem diretamente ao homenageado.

Tenta, também, seguir uma linha mais ou menos cronológica, iniciando com uma homenagem á lendária compilação Warfare Noise – que dá nome ao projeto –, com a musica de mesmo nome e segue com:

- A Black Book Tale, em tributo ao VULCANO; 

- Pouco Antes do Fim, em Tributo ao Dorsal Atlantica; 

-The Curse of the Grave, em tributo ao Sepultura; 

- Korozum em Tributo ao Korzus; 

- 666 In The Scythe, em tributo ao Mutilator; 

- Satana’s Nigthmare, em tribute ao Sarcofago; 

- The Jackal's Lament, em tributo ao Chakal; 

- War Metal, em tributo à banda Holocausto; 

- Psychically Possessed, em tributo ao Psychic Possessor;

- e conclui com 80's Parana Metal Years  que é um tributo aos pioneiros do estado do Paraná, de onde vem M. PROPHANATOR.

A produção e gravação são totalmente “do it yourself” idealizada por PROPHANATOR, que contou com o auxilio de seu amigo J. Sepulchral Dissector. 

A proposta é totalmente “non profit” e quem quiser fazer o download gratuito das faixas acesse o Bandcamp no link:

https://warfarenoiseproject.bandcamp.com/releases

Além do WARFARE NOISE PROJECT,  M. PROPHANATOR executa vários projetos em vários estilos extremos, como o Black Death Metal, o Mince-Core e o Noise-Core. 

Não espere nada rebuscado ou com padrão fonográfico aceito pelo mercado. 

O objetivo é apenas a sublimação do ódio. E o ódio é Lo-Fi.

M. PROPHANATOR:

S.IP.P

https://www.youtube.com/watch?v=u0O2mtbHPQE

WE ARE HEADBANGERS

https://www.youtube.com/watch?v=8itNOAF_fSc

PORTADOR DA LUZ

https://www.youtube.com/watch?v=QY-6-EzWFOw

POWER THRASHING DEATH

 https://www.youtube.com/watch?v=v16ijcn-xr8

PROPHANATOR:

“O CAMINHO DO PROFANADOR – DEMO” 

https://www.youtube.com/watch?v=oOttMQ6FbOM&t=100s

CORCREPROJA – NOISECORE:

Old Noisy Friends

https://www.youtube.com/watch?v=RZp3u12zkbY 

IMPERIUS REX:

Sapiens

https://www.youtube.com/watch?v=uTJXz2o4wMQ

O inferno é aqui

https://www.youtube.com/watch?v=ZjOQy2dlWwk

MORTALHAS EXPOSTAS:

Ruinas da Decadencia

https://www.youtube.com/watch?v=EgoKlMzopPg

Quarto Escuro/Refugio

https://www.youtube.com/watch?v=oORY72WwBo0

Só pensa em roubar

https://www.youtube.com/watch?v=ll3C62ru3Yc

Who Kidnapped Laika?

https://www.youtube.com/watch?v=K4OyT6Gbg-4

Creator’s Pure Hate

https://www.youtube.com/watch?v=-bzaT8xOzks

MUCO NASAL:

Não Acredito em Nada

https://www.youtube.com/watch?v=-bzaT8xOzks

Finalizo a matéria com uma letra de outro projeto de M. PROPHANATOR

CETICISMO NIILISTA

Desde a primeira narrativa,

Desde quando o primeiro ser humano exerceu o seu poder de convencimento sobre o outro,

Desde o primeiro a impor a sua vontade à força;

Desde o primeiro que se revoltou mas, quando chegou ao poder, se corrompeu;

Desde o primeiro que acreditou que o que ele pensa é o certo e o que os outros pensam é o errado,

Desde o primeiro deus, Desde a primeira religião,

Desde o primeiro a dizer que tinha direito divino,

Desde a invenção do dinheiro, desde a submissão do trabalho

Desde o momento que alguém acreditou que o mundo existe pra nós e por nós,

Tudo ruiu. A humanidade é como o câncer,

Vive em prol de si mesma e não se furta a destruir em proveito proprio

Mesmo que esse proveito próprio prejudique a mesma humanidade no futuro

Desde que o homem saiu da cadeia alimentar, ele se tornou uma praga

Escute abaixo:

https://cgrinder.bandcamp.com/track/ceticismo-niilista

Fonte

Pesquisa Music Reunion

domingo, 3 de março de 2024

Coletivo Preto no Metal: O que a Palestina tem a ver com a luta antirracista?

 

O tema da Palestina era um assunto que estava deixado de lado nos principais debates sociais até os eventos de 7 de outubro de 2023, quando o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e grupos palestinos aliados, se insurgiram contra o estado de Israel. Essa questão é evitada porque se trata de um cenário no mínimo curioso para a comunidade ocidental, em que uma vítima histórica do racismo e da supremacia branca, se torna opressora, reproduzindo práticas tão cruéis quanto as que sofreu na primeira metade do século XX.

E por que este que vos escreve confirma que o lado israelense é o lado errado do “conflito”? Porque a questão palestina se trata de um explícito caso de colonialismo: membros da elite europeia invadem um território habitado e o controla através da força. Apesar de usarem métodos diferentes, a princípio menos chocantes, isso não seria uma espécie de repetição das ações coloniais que aconteceram séculos atrás na África e nas Américas?

O leitor pode indagar que não se trata de um enfrentamento simples, pois há mais complexidade envolvida. É evidente, pois houve muitos acontecimentos nos processos históricos que envolvem Israel e a Palestina, desde a chegada dos primeiros colonos judeus sionistas naquela região (o sionismo é um movimento político e ideológico nacionalista que defende a criação de um Estado judeu). Mas essa complexidade não pode se sobrepor ao cenário colonial que Israel impõe aos palestinos, e sabemos que o colonialismo anda de mãos dadas com o racismo, principalmente pela prática nefasta da escravidão de povos considerados selvagens, sob a ótica da branquitude europeia.

Vamos a um exemplo recente da ocupação israelense nos territórios palestinos: o muro da segregação racial. Idealizado por Ariel Sharon, ex-primeiro ministro de Israel, a construção desses muros se iniciou em 2002, separando territórios israelenses e territórios árabes na Cisjordânia. Outro exemplo é que desde 2007 a Faixa de Gaza tornou-se um verdadeiro campo de concentração, o maior da história contemporânea, com mais de dois milhões de habitantes. Dentre outras medidas brutais, o Estado de Israel impôs à população de Gaza o racionamento de água potável, fornecimento irregular de luz elétrica, acesso deficitário aos serviços de telefonia e internet, além de ter seu solo danificado, evitando assim o plantio e a colheita de alimentos.

As prisões administrativas de palestinos são semelhantes ao que encontramos no Brasil e nos EUA, países com altas populações carcerárias. Nestes dois últimos exemplos, a população negra é o alvo do sistema. Não faltam casos de negros e palestinos encarcerados sem base legal e sem direito a uma defesa justa. Para estes grupos, não há o liberal Estado Democrático de Direito, apenas o estado de exceção. A ativista antirracista Angela Davis, sempre une em seus discursos a luta do movimento do abolicionismo prisional nos EUA com a luta dos palestinos pelo fim da ocupação em seus territórios. Imaginem o nível da gravidade da repressão quando as polícias (e também forças armadas) de Israel e dos EUA se unem para dividir treinamentos militares.

Um outro exemplo de que as práticas de Israel são racistas, e eugenistas, é o fato de que o estado sionista representa um regime de apartheid para os árabes. Um regime de Apartheid se constata quando as leis são discriminatórias, segregacionistas, privilegiando um grupo étnico em detrimento de outro, como ocorreu na África do Sul entre 1948 e 1994. Instituições como a ONUHumans Right WatchAnistia Internacional e até a ONG de Direitos Humanos israelense B’tselem, atestam com fartas evidências a existência de um sistema persecutório nos territórios ocupados.

Illan Pappé, historiador israelense, escreveu uma das grandes obras sobre o tema: A Limpeza Étnica da Palestina. Suas pesquisas científicas, opiniões e seu apoio ao boicote acadêmico contra as universidades israelenses resultaram em perseguição e ameaças de morte. Pappé precisou se mudar para a Inglaterra. Angela Davis no livro A Liberdade é uma luta constante concorda que o isolamento político e econômico de Israel seria uma das formas de impedir as práticas de apartheid contra os palestinos. Malcolm X, em 1964, já denunciava a invasão colonial em artigo no jornal The Egyptian Gazettee. Fazendo uma associação com líderes de movimentos negros, quantos deles não passaram pela mesma situação? Perseguição, ameaças, atentados e até mortes?

Os defensores do sionismo repudiam e negam todas essas “acusações”. Postura muito semelhante aos racistas que por séculos negaram o preconceito, a eugenia social, a liberdade, os direitos civis, políticos e sociais dos negros escravizados e dos afrodescendentes. Esse comportamento pode ser facilmente observado no racismo estrutural entranhado no Ocidente.

Nada mais justo, urgente e simbólico do que a união entre a luta pelo fim da opressão aos palestinos com a luta antirracista. A liberdade, a paz e a justiça reivindicada pelos palestinos não é diferente das reivindicações dos movimentos negros. São as mesmas armas israelenses que matam cidadãos nos territórios palestinos e nas comunidades e favelas brasileiras. A mesma lógica genocida está por trás quando uma polícia fascista aperta o gatilho. Adicionar a bandeira Palestina nos atos públicos é um reforço urgente e necessário. E não tenham medo de serem taxados de antissemitas. Essa tática dos sionistas é tão falaciosa quanto a expressão, “mas eu tenho um amigo negro”... 

 Pedro Valença, ativista no Coletivo Aliança Palestina-Recife e guitarrista do Pademmy e apoiador do Preto no Metal

 Fontes:

https://www.reuters.com/world/middle-east/israeli-military-opens-probe-into-reports-oct-7-friendly-fire-deaths-2024-02-06/

https://www.aljazeera.com/news/2020/6/12/how-the-us-and-israel-exchange-tactics-in-violence-and-control

https://www.defense.gov/News/News-Stories/Article/Article/3279772/largest-us-israeli-exercise-in-history-concludes/

https://news.un.org/en/story/2022/03/1114702

https://www.hrw.org/report/2021/04/27/threshold-crossed/israeli-authorities-and-crimes-apartheid-and-persecution

https://www.amnesty.org/en/latest/campaigns/2022/02/israels-system-of-apartheid/

https://www.btselem.org/topic/apartheid

https://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-3516193,00.html

https://horadopovo.com.br/o-sionismo-segundo-malcom-x/

Originalmente publicado em

https://www.pretonometal.com/post/o-que-a-palestina-tem-a-ver-com-a-luta-antirracista

Fonte

Coletivo pretonometal@gmail.com

domingo, 8 de outubro de 2023

CENSO HEADBANGER 2023: levantamento demográfico focado no metal

Projeto de Leonardo Nascimento e Cleber Araújo, o “Censo Headbanger” é uma pesquisa demográfica que visa “lançar luz sobre a rica diversidade demográfica e cultural que compõe a comunidade headbanger e os amantes do heavy metal”. Iniciado em Belo Horizonte (MG), o Censo Headbanger, de acordo com Nascimento e Araújo, tem por objetivo coletar mais do que apenas dados, mas histórias de cada headbanger. “Essas histórias revelam ser o coração e a alma da cena headbanger.”

O objetivo de um censo headbanger é coletar dados e informações detalhadas sobre as características, interesses, preferências e outros aspectos relevantes dos indivíduos que fazem parte da cena do metal. Isso pode incluir informações sobre idade, gênero, localização geográfica, influências musicais, participação em eventos relacionados ao metal, preferências de subgêneros, experiências culturais e muito mais.

Assim, o censo também coloca forte ênfase em desmistificar diversos mitos da comunidade do metal. Alguns exemplos destes mitos sendo: “Qual o tamanho da participação feminina no metal?”, “É permitido religião no metal?”, “Existe espaço para a comunidade LGBTQIAPN+ (no metal)?”.

Os resultados de um censo headbanger podem ser usados para diversas finalidades, como pesquisa acadêmica, planejamento de eventos, estratégias de marketing específicas para o público do metal, além de contribuir para uma melhor compreensão da diversidade dentro da comunidade headbanger.

Para mais informações, acesse https://heylink.me/CensoHeadbanger2023/

Fonte
https://roadiecrew.com/censo-headbanger-2023-levantamento-demografico-focado-no-metal/

Nota Metal Reunion Zine: Analisamos e participamos do CENSO HEADBANGER 2023. Essa é uma iniciativa muito interessante e relevante para um conhecimento mais amplo de um cenário tao diverso. Vale participar.

domingo, 10 de setembro de 2023

ROTTING CHRIST: Anunciados shows no Brasil e lançamento da Biografia Oficial

A editora e produtora Estética Torta anunciou através de suas redes sociais que a icônica banda grega ROTTING CHRIST retornará ao Brasil em 2024. Os shows estão agendados para ocorrer em São Paulo (29/2 – Carioca Club) e Belo Horizonte (3/3 – Mister Rock). Os ingressos para os shows já estão disponíveis para compra e podem ser adquiridos através do seguinte link: clubedoingresso.com

Como parte das comemorações pelos 35 anos de carreira da banda, será lançada a biografia oficial da ROTTING CHRIST no Brasil. Aqueles que optarem pela pré-venda do livro terão o privilégio de receber um bookplate autografado pelos irmãos Tolis, membros da banda. Para mais detalhes sobre a pré-venda do livro, é possível encontrar informações detalhadas no site oficial da Estética Torta:esteticatorta.com/non-serviam

Fonte

http://www.sepulchralvoicefanzine.com/2023/08/rotting-christ-anunciados-shows-no.html

[EDITAL] I Prêmio Nacional Ciberpajelanças de Fanzines e Artezines

 

I Prêmio Nacional Ciberpajelanças de Fanzines e Artezines

Edital para o I Prêmio Nacional Ciberpajelanças de Fanzines e Artezines e para a III Expozine  Exposição Internacional de Fanzines, a ocorrer no IV Festival de Artes Ciberpajelanças, de 24 a 26 de novembro de 2023.

1. Apresentação

1.1 Fanzines, zines e artezines

Os fanzines surgiram como boletins mimeografados paralelos às publicações oficiais, criados por fãs da literatura de ficção científica (FC) a partir de 1930, nos EUA. Depois, graças às fotocopiadoras, e também ao punk, ao rock e aos quadrinhos underground, espalharam-se pelo mundo, diversificando os seus temas e formatos – desde FC, histórias em quadrinhos (HQs), música, literatura e múltiplas expressões, e, atualmente, têm outras categorizações como os artezines – zines artísticos, que prezam por um viés de experimentalismo –, os biograficzines – zines autobiográficos –, entre outros.

Na contemporaneidade o termo fanzine, outrora também chamado de forma resumida de zine, sofreu uma diferenciação conceitual, assim os “zines” são publicações autorais que trazem expressões de arte como desenhos, ilustrações, gravuras, fotos artísticas, literatura, poema, histórias em quadrinhos, dentre outras expressões. Já os “fanzines” são as publicações com materiais atinentes aos fãs de algum tema, como ficção científica, quadrinhos, música etc. Neste segundo caso, trazem textos, resenhas, entrevistas, curiosidades e até republicações de HQs, charges, cartuns, caricaturas, desenhos, fotos – muitas vezes mixados entre textos e imagens – a partir do desejo dos fãs e faneditores que participam dos fanzines.

A característica marcante dos fanzines/zines é seu caráter paratópico de estar fora do sistema oficial de publicações. A paratopia é entendida como algo paralelamente localizado ao que existe oficialmente – no caso, os zines são edições paratópicas às publicações em bancas, livrarias e vendas online. Em sua grande maioria, primam por não visarem lucro, apesar de poderem ser vendidos livremente, ou trocados.

1.2 A Expozine

Dada a importância dos zines por seu caráter paratópico de autoexpressão que os caracteriza como publicações singulares no contexto cultural humano, o Grupo de Pesquisa Criação e Ciberarte (Cria_Ciber), da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás, desde o II Festival de Artes Ciberpajelanças, tem realizado uma exposição de fanzines/zines como parte do evento, na cidade de Goiânia, estado de Goiás.

Nos anos de 2019 a 2022, ocorreram, respectivamente, a “I Mostra Nacional de Zines: Expozine Ciberpajelanças” (23 e 24/11/2019) e a “II Expozine Internacional Ciberpajelanças” (26 e 27/11/2022), com exposições físicas de zines, artezines, biograficzines e afins. A ideia foi criar um espaço de fruição dos fanzines na entrada do Ruptura – Espaço Cultural, onde aconteceram as exposições, em Goiânia.

Entre a primeira e a segunda Expozine, quando a mostra se tornou internacional, tivemos um salto grande no número de publicações recebidas, sendo que, na primeira, recebemos cerca de 200 edições e, na segunda, mais de 350 fanzines/zines, graças à convocatória na qual convidamos todos os criadores de zines de todas as temáticas, do Brasil e do mundo, a participarem. Assim, todos os zines enviados foram incluídos na exposição internacional organizada pelo Grupo Cria_Ciber (FAV/UFG). O mesmo ocorrerá na III Expozine Internacional Ciberpajelanças, que acontecerá entre os dias 24 e 26 de novembro de 2023, e que dessa vez também envolverá o I Prêmio Nacional Ciberpajelanças de Fanzines e Artezines.

2. A Premiação Zine

Esta nova empreitada da III Expozine traz como inovação a premiação aos (fan)zines, que acontecerá durante o IV Festival de Artes Ciberpajelanças, a ocorrer entre os dias 24 e 26 de novembro de 2023, no Ruptura – Espaço Cultural, Av. Anhanguera, 128 – 04 – Setor Leste Universitário, Goiânia – GO.

Assim, todos os zines inscritos para a premiação integrarão a III Expozine a ocorrer dentro da programação do IV Festival de Artes Ciberpajelanças. Tanto a Expozine quanto a premiação são ações de extensão do Grupo de Pesquisa CRIA_CIBER, da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás, com apoio da ANZINE – Associação Nacional de Pesquisadores em Fanzines.

2.1 Normas para inscrever-se no I Prêmio Nacional Ciberpajelanças de Fanzines e Artezines

2.1.1 A premiação envolve três categorias abertas aos faneditores brasileiros e goianos. Sendo elas:

a) Prêmio de Melhor Artezine – Essa categoria dedica-se aos zines que apresentem caráter artístico-experimental em sua forma e/ou conteúdo.

b) Prêmio de Melhor Zine de Quadrinhos – Essa categoria destina-se aos zines que tragam em seu conteúdo histórias em quadrinhos originais criadas por seus editores ou de quadrinhistas convidados por eles. Enquadram-se nela os zines de quadrinhos de todos os gêneros, do humor ao drama, incluindo expressões quadrinhísticas experimentais.

c) Prêmio de Melhor Fanzine – Essa categoria destina-se às publicações que não se enquadram nas duas categorias anteriores, como fanzines com os temas: poesia, literatura, ficção científica, punk, rock, heavy metal, entre outras temáticas.

Além das três categorias, a premiação também envolve o Trofeuzine de Mestre do Fanzine Nacional, um troféu concedido pela comissão organizadora do prêmio para homenagear expoentes do fanzinato que contribuíram por 20 anos ou mais para o cenário fanzinístico brasileiro.

Nessa primeira edição do Prêmio Nacional Ciberpajelanças de Fanzines e Artezines, a comissão organizadora escolheu por unanimidade o pioneiro fanzineiro, quadrinhista e pesquisador Henrique Magalhães como o homenageado com o Trofeuzine de Mestre do Fanzine Nacional.

2.1.2. Sobre o homenageado Henrique Magalhães

Nosso homenageado nasceu em João Pessoa-PB, em 17 de agosto de 1957, e além de professor universitário e pesquisador, é quadrinhista, faneditor e criador da reconhecida editora independente Marca de Fantasia. Criou personagens emblemáticos dos quadrinhos brasileiros, com destaque para a contestadora Maria, premiada no Brasil, Estados Unidos e Portugal. Também recebeu o notório Troféu Angelo Agostini de Mestre do Quadrinho Nacional em 2010, por sua contribuição incontestável para a nona arte brasileira.

Cursou Comunicação Social na Universidade Federal da Paraíba e criou a Gibiteca Henfil como parte do projeto de extensão do Departamento de Comunicação da UFPB. Apresentou a dissertação de mestrado “Os fanzines de histórias em quadrinhos: o espaço crítico dos quadrinhos brasileiros” na ECA-USP, que depois foi publicada como livro intitulado “O que é fanzine”, primeira publicação sobre o tema no país, premiada pelo Troféu HQMIX, tornando-se assim o pioneiro na pesquisa sobre fanzines no Brasil.

Além de publicar seus notórios fanzines como Marca de Fantasia, Top! Top!, Raio da Silibrina, entre outros, sua editora Marca de Fantasia tornou-se referência no país ao editar quadrinhos de autores independentes e autorais, assim como livros acadêmicos dedicados às pesquisas sobre fanzines e quadrinhos. Como exemplo destacamos, ainda em 1995, a publicação da revista de quadrinhos Tyli-Tyli, mais tarde renomeada para Mandala, primeiro título brasileiro a dedicar-se exclusivamente aos quadrinhos poético-filosóficos.

Na França, em 1996, finalizou sua tese de doutorado Bande Dessinée: rénovation culturelle et presse alternative, na Universidade Paris VII. Dada a importância seminal do autor, de suas criações, de seu grande incentivo às publicações independentes e do seu pioneirismo inconteste ao abordar de forma acadêmica os fanzines no Brasil, Henrique Magalhães inaugura esta premiação fanzineira sendo o primeiro homenageado deste Trofeuzine, um reconhecimento à sua importância inconteste para o fanzinato nacional.

2.2 Sobre a Premiação

– Serão premiados nacionalmente dois (fan)zines de cada categoria, com o Trofeuzine “Henrique Magalhães” de melhor (fan)zine nacional na categoria, sendo que não haverá colocação entre primeiro e segundo lugar.

– Será concedido um trofeuzine de melhor (fan)zine nas três categorias para escolhidos pela comissão julgadora do estado de Goiás.

– No total, serão 10 troféus, 3 para cada categoria, sendo 2 nacionais por categoria e 1 goiano para cada categoria, além do Trofeuzine de Mestre do Fanzine Nacional, concedido a (fan)zineiros com uma trajetória significativa de pelo menos 20 anos de contribuição à cena (fan)zineira do Brasil. Nesta primeira premiação, como já destacado, a comissão escolheu por unanimidade Henrique Magalhães – que também dá nome ao Trofeuzine nesta primeira edição.

– Caso ache necessário, a comissão julgadora poderá estabelecer menções honrosas a (fan)zines não premiados.

2.3 Inscrição

– Poderão inscrever-se no prêmio fanzines, zines e artezines publicados no Brasil a partir do ano de 2018, a premiação destina-se só a faneditores brasileiros e publicações impressas, excluindo edições digitais. Para participar da III Expozine Internacional as publicações impressas podem ter sido editadas em qualquer data e país.

– Não poderão participar da premiação os integrantes do Grupo de Pesquisa CRIA_CIBER (FAV/UFG), os integrantes da comissão organizadora do prêmio e do IV Festival de Artes Ciberpajelanças, nem seus parentes em primeiro grau.

– Para a inscrição no prêmio, primeiramente, o faneditor/zineiro deverá preencher e imprimir o formulário em anexo, escolhendo a categoria e completando todos os campos para auxiliar a apreciação da comissão julgadora. Os(fan)zines publicados em outros estados e no Distrito Federal deverão inscrever-se nas categorias nacionais do prêmio, apenas os (fan)zines publicados no estado de Goiás poderão inscrever-se nas categorias destinadas ao estado.

– Além disso, deverão ser enviados por correio, junto ao formulário preenchido e impresso, dois exemplares do fanzine até a data de 01/11/2023. Será considerado o carimbo dos correios com a data de envio. Os (fan)zines e a ficha de inscrição preenchida e impressa deverão ser enviados para o seguinte destinatário e endereço:

I Prêmio Nacional Ciberpajelanças de Fanzines e Artezines.

A/C Edgar Franco (Ciberpajé)

Rua R–17, Quadra 15, Lote 13,

Vila Itatiaia – Goiânia – GO,

CEP: 74690-420.

– A comissão organizadora do prêmio não se responsabiliza pelos possíveis extravios de correspondências. Para tanto, aconselha que os (fan)zines sejam enviados por carta registrada (envio módico).

– Para o prêmio não serão aceitos (fan)zines entregues em mãos, apenas via correios.

– Todos os (fan)zines que se inscreverem no prêmio participarão automaticamente da III Expozine Internacional Ciberpajelanças.

– Fanzineiros que não queiram participar do prêmio, poderão enviar apenas um exemplar do zine, para o mesmo endereço. Este é o caso de todos os fanzines internacionais, já que a premiação é nacional, enquanto a exposição é internacional.

3. Etapas da seleção

3.1 Etapa inicial – após o recebimento das publicações a comissão julgadora selecionará para cada categoria até 10 publicações finalistas nacionais e até 5 publicações finalistas goianas.

3.2 Etapa final – o anúncio das publicações vencedoras. O aviso aos premiados e divulgação no Instagram do Grupo de Pesquisa CRIA_CIBER (@cria_ciber) se dará até o dia 20 de novembro de 2023.

3.3 A premiação acontecerá no dia 24 de novembro de 2023, a partir das 20 horas, durante o IV Festival de Artes Ciberpajelanças, no Ruptura – Espaço Cultural, Av. Anhanguera, 128 – 04 – Setor Leste Universitário, Goiânia – GO.

3.4 A comissão julgadora, formada por integrantes do Grupo de Pesquisa CRIA_CIBER (FAV/UFG), com a presidência do Prof. Dr. Edgar Silveira Franco (FAV/UFG) é soberana em suas decisões, tanto na seleção dos indicados quanto na escolha dos premiados.

3.5 Os organizadores esclarecem que a premiação não envolve nenhuma quantia em dinheiro para os premiados. Cada premiado receberá um Trofeuzine e um certificado assinado pela comissão julgadora. Também não possui verbas para o traslado de premiados, de Goiás ou de outros estados.

3.6 Os organizadores do prêmio se responsabilizam pelo envio dos trofeuzines e certificados para os premiados de outros estados e de Goiás que não estiverem presentes à cerimônia de premiação.

3.7 Dúvidas sobre esse edital poderão ser sanadas enviando e-mail para edgar_franco@ufg.br

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Fonte

http://ciberpaje.blogspot.com/2023/09/edital-i-premio-nacional.html