Metal Reunion Zine

Blogzine fundado em 2008. Reúne notícias referentes a bandas, artistas, eventos, produções, publicações virtuais e impressas, protestos, filmes/documentários, fotografia, artes plásticas e quadrinhos independentes/underground ligados de alguma forma a vertentes da cultura Rock'n'Roll e Heavy Metal do Brasil e também de alguns países que possuem parceiros de distribuição do selo Music Reunion Prod's and Distro e sua divisão Metal Reunion Records.



quinta-feira, 8 de setembro de 2022

The Gathering traz turnê especial para o palco do Manifesto Bar em São Paulo.

 

Apresentação celebra os mais de trinta anos de carreira da renomada banda holandesa

Um dos grandes expoentes da música dos anos 1990, o grupo holandês The Gathering retorna ao Brasil em setembro para única apresentação. O show será realizado no conceituado Manifesto Bar, em São Paulo, no dia 28 de setembro. A apresentação da AutoReverse: 30th Anniversary America Tour 2022 celebra as mais de três décadas de estrada da banda, ao mesmo tempo que divulga o mais recente álbum Beautiful Distortion.

O show especial promete revisitar grandes momentos da extensa e brilhante discografia do grupo, com músicas que marcaram época, nas mais variadas e distintas fases musicais do quinteto.

O The Gathering , formado em 1989, teve início com um som mais ríspido e foi desenvolvendo nuances atmosféricas e alternativas, que desaguaram em registros altamente inspirados como “Mandylion” (1995), “Nighttime Birds” (1997) e “How to Measure a Planet?”, de 1998.

Mesmo após mudanças musicais e também de formação, o The Gathering jamais perdeu a relevância e a capacidade de criar canções memoráveis, que angariaram uma verdadeira legião de seguidores em todo o mundo. Após um breve período de hiato, em 2017 retornam às atividades com a seguinte formação: Silje Wergeland (voz), René Rutten (guitarra), Hugo Prinsen Geerligs (baixo), Hans Rutten (bateria) e Frank Boeijen (teclado).

A volta do The Gathering foi definitivamente sacramentada com o lançamento do mais recente disco do grupo, lançado este ano, chamado Beautiful Distortion. O primeiro álbum em nove anos, e o 12º da discografia da banda, este registro recebeu críticas bastante favoráveis da imprensa especializada e caiu nas graças dos fãs.

Conhecida por conseguir transportar a beleza e força de suas canções para os palcos, transformando cada show em uma experiência única, o The Gathering promete mais uma apresentação inesquecível no palco do Manifesto Bar.

SERVIÇO
The Gathering em São Paulo
Data: 28 de setembro de 2022 (quarta-feira)
Local: Manifesto Bar
Endereço: Rua Iguatemi, 36 – Itaim Bibi
Horário: 20h (abertura das portas)
Classificação etária: 16 anos (obrigatório apresentação do documento de identidade)


Ingressos:

Pista Meia:
Meia Lote 2 R$ 160,00

Pista Promocional:
Promo +1Kg Antecipado Lote 2 R$ 160,00

Pista Inteira:
Inteira Lote 2 R$ 320,00

Camarote Meia:
Meia Lote 1 R$ 240,00

Camarote Promocional:
Promo +1Kg Antecipado Lote 1 R$ 240,00

Camarote Inteira:
Inteira Lote 1 R$ 480,00


 

Pontos físicos de venda:

Manifesto Bar (Sem taxa de conveniência)

Pontos conveniados Bilheto (Sujeito a taxa de conveniência)

 

MEIA-ENTRADA
Estudantes: Somente com carteirinha do órgão estudantil oficial, dentro do prazo de validade e com foto;
Idosos: Idosos com idade superior a 60 (sessenta) apresentando o documento de identidade na entrada do evento;
Professores de Rede Pública: Professores da Rede Pública apresentando o comprovante na entrada do evento;
Portadores de Necessidades Especiais: Possuem direito a meia-entrada, estendido a um acompanhante.
Deve apresentar o cartão de benefício de prestação continuada de assistência social a pessoa com deficiência ou documento emitido pelo INSS que ateste aposentadoria.

 

INFORMAÇÕES SOBRE INGRESSOS
Ingresso Promo +1kg
Ingresso promocional válido mediante a doação de 1kg de alimento na entrada do evento (exceto sal e açúcar).


Fone: (11) 3168-9595 | WhatsApp (11) 94747-5883

*Cartões: Visa, Mastercard, Elo, American Express e Dinners
*Débito: Visa Electron, Maestro, Rede Shop

Foto: Gema Pérez/Divulgação

Fonte
Clovis Roman
Jornalista/Escritor/Fotógrafo

HEADSPAWN: Groove Metal com peso e melancolia em nova faixa!

 

Groove Metal brasileiro vêm crescendo muito nos últimos anos, tendo como um de seus mais fortes representantes a banda paraibana HEADSPAWN. Trazendo uma sonoridade encorpada, tendo como referências bandas como Sepultura, Soulfly, Machine Head, Slipknot até Stone Sour e Alice In ChainsAlf Cantalice (vocal/guitarra), J.P Cordeiro (baixo) e Marconi Jr. (bateria) conseguem de forma empolgante unir coesão, técnica, harmonia, melodia e muito peso.

Seus dois últimos lançamentos, o "Pretty Ugly People" (EP/2021) e "Pretty Ugly People Live" (EP/2022), disponíveis em TODAS plataformas digitais e elogiados por músicos renomados do metal nacional como, por exemplo, Jairo Guedz (The Troops Of Doom, ex-Sepultura), Marcelo Pompeu (Korzus) e Amílcar Cristófaro (Torture Squad, Matanza Ritual), abordam temas como esquizofrenia, degeneração social e o caótico cenário político nacional com muita fúria e melancolia. Atualmente, o trio encontra-se em pré-produção de seu tão esperado álbum de estreia, ainda sem título definido, que conterá 8 faixas totalmente inéditas e data de lançamento prevista para o primeiro semestre de 2023.

Seguindo nessa linha, agora com muito mais experiência acumulada após muitos shows pós-pandêmicos, a banda lançou em seu canal no youtube a faixa "Brought Into This World", primeira amostra do que estará por vir no próximo e tão aguardado álbum completo.

Assista "Brought Into This World" em https://youtu.be/nCu9hqm4UGI
Gravação (ao vivo), imagens, mixagem, masterização e produção por Studio 202, Teresina, Piauí.

A banda comenta que: "após um de nossos shows em Teresina/PI, ao lado da banda Corona Nimbus, ficamos hospedados num casarão local, bem conhecido, chamado Multiverso. Seu proprietário pediu-nos que pegássemos nossos instrumentos que ele queria gravar uma sessão conosco, tocando ao vivo no estúdio da casa. Não pensamos duas vezes, e ao chegar na sala nos deparamos com um ambiente caprichado em todos os detalhes, além de ter um equipamento excelente. Gravamos duas músicas, sendo uma delas a ainda inédita "Brought Into This World" como prévia de nosso novo álbum. O resultado agradou-nos bastante e jamais esqueceremos essa oportunidade".

No momento, o trio ainda se encontra em pré-produção de 8 faixas para seu tão esperado álbum de completo de estreia, com previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2023. Não só o metal nordestino, que vêm crescendo vertiginosamente nas últimas décadas, está orgulhoso desse seu novo filho prodígio chamado HEADSPAWN, como também toda a cena brasileira, carente de respeito, agradece por sua existência!

Ouça HEADSPAWN em:


Mídias Sociais:


Fotos por Rafael Passos

JZ Press

Os Mutantes, banda seminal para o rock brasileiro, fazem show em Porto Alegre dia 22 de outubro

ABSTRATTI PRODUTORA

APRESENTA:

OS MUTANTES

22 de outubro, sábado @ Salão de Atos da PUC

 ::::: MUTANTES :::::

Local

Salão de Atos da PUC (Avenida Ipiranga, 6681)

Classificação etária

16 anos

Quando

Sábado, 22 de outubro 2022, às 21h

Horários

19h30min — abertura da casa

21h — OS MUTANTES

Ingressos

Plateia Baixa

1º lote (PROMOCIONAL)

Solidário — R$ 225,00

Meia — R$ 220,00

Inteira — R$ 440,00

2º lote

Solidário — R$ 245,00

Meia — R$ 240,00

Inteira — R$ 480,00

3º lote

Solidário — R$ 265,00

Meia — R$ 260,00

Inteira — R$ 520,00

Plateia Alta

1º lote (PROMOCIONAL)

Solidário — R$ 125,00

Meia — R$ 120,00

Inteira — R$ 240,00

2º lote

Solidário — R$ 145,00

Meia — R$ 140,00

Inteira — R$ 280,00

3º lote

Solidário — R$ 165,00

Meia — R$ 160,00

Inteira — R$ 320,00

Mezanino

1º lote (PROMOCIONAL)

Solidário — R$ 75,00

Meia — R$ 70,00

Inteira — R$ 140,00

2º lote

Solidário — R$ 85,00

Meia — R$ 80,00

Inteira — R$ 160,00

3º lote

Solidário — R$ 95,00

Meia — R$ 90,00

Inteira — R$ 180,00

 * Solidário — limitados e válidos somente com a entrega de 1kg de alimento não perecível na entrada do show.

** Meia-entrada — para estudantes são válidas somente as seguintes carteiras de identificação estudantil: ANPG, UNE, UBE’s, DCE’s e demais especificadas na LEI FEDERAL Nº 12.933. Não será aceita NENHUMA outra forma de identificação que não as oficializadas na lei.

Pontos de venda

Bilheteria oficial (sem taxa de conveniência)

Loja A Place (Rua Voluntários da Pátria 294, loja 237 - Centro).

Horário funcionamento: de segunda-feira a sábado, das 10h às 18h45.

Online (com taxa de conveniência)

www.bilheto.com.br (em até 10x no cartão)

* A organização do evento não se responsabiliza por ingressos comprados fora dos anunciados

** Será proibida a entrada de câmeras fotográficas/filmadoras profissionais e semiprofissionais.

 

MUTANTES:

Nome seminal para o rock brasileiro, Os Mutantes surgiram durante a efervescência da segunda metade dos anos 1960 — mais precisamente no emblemático 1968. Seu nascimento deu-se em meio à psicodelia, ao experimentalismo musical, às colagens de sons, às cores e às mudanças de costumes. Contraponto musical e visual à Jovem Guarda, os irmãos Sérgio Dias e Arnaldo Baptista, mais Rita Lee, encontraram Gil e Caetano. E, principalmente, o maestro Rogério Duprat. 

Os Mutantes foram um “desbunde sonoro e visual” levado às alturas pelos festivais, dando origem à Tropicália. Ao Tropicalismo — mastigando Beatles de Penny Lane e Joahn Seabstian Bach, unindo as batidas do violão swingado com a distorção da guitarra, vocais harmoniosos e afinados com arranjos inusitados. 

Acabava a caretice. Todos foram convidados ao “País dos Baurets”! Logo a Europa conheceu a trupe, acrescida inicialmente pelo baterista Ronaldo “Dinho” Leme e depois pelo baixista Arnolpho “Liminha” Lima Filho, que liberou o espírito criativo de Arnaldo para os teclados. Eles eram a bossa nova, o samba, a Carmen Miranda que ninguém esperava. Sempre foram progressivos, lisérgicos, criativos e alegres. Eram, na verdade, brasileiros. 

Os Mutantes “viajam” literalmente em suas músicas. E com eles os jovens dos turbulentos anos 1970 até hoje — bem como as novas gerações dos futuros séculos. Todos são — somos — Mutantes. O importante é a liberdade que vem da música. Da música d’Os Mutantes. 

A banda permaneceu na ativa entre 1966 e 1978, lançando (ou gravando) nove LPs. Passou por formações distintas e retornou às atividades em 2006, primeiramente para um show no centro de artes Barbican, em Londres. O sucesso foi tanto que a banda emendou uma série de espetáculos em cidades como Nova York, Los Angeles (com o Flaming Lips), San Francisco, Seattle, Denver, Chicago e Miami. Depois disso, não tinha mais como a viagem parar.

Além de apresentações pelo Brasil em 2022, os Mutantes seguem para uma turnê nos Estados Unidos e Canadá, entre outubro e novembro, com 20 shows já confirmados. 

Pouco depois de anunciado, o show de Los Angeles já estava com ingressos esgotados. Foi preciso adicionar outra data que, talvez, já esteja sold out de novo. “Eu não esperava tanta sede assim”, diz Sérgio Dias, que completa com seu desgosto pela pausa forçada em razão da pandemia: 

“Desde 2006, sempre tocamos para grandes plateias, com casa cheia e curtindo tanto que tínhamos de voltar ao palco duas ou três vezes! Pandemia sucks!”

 Como novidade, o time conta agora com o reforço do guitarrista Camilo Macedo, conhecido do público que assistiu aos shows de Sérgio Dias Live em Jazz Mania. Completam a banda, já juntos há 20 anos com Sérgio Dias, o baterista Claudio Tchernev, o baixista Vinícius Junqueira, o tecladista Henrique Peters e a cantora Esméria Bulgari. 

Além das músicas do novíssimo disco “ZZYZX”, entram no repertório grandes sucessos como ‘Balada do Louco’, ‘Bat Macumba’, ‘Panis et Circensis’, ‘Tecnicolor’, ‘Cantor de Mambo’ e ‘Cidadão da Terra’.

A nova fase:

Desde o retorno, em 2006, Os Mutantes já gravaram três álbuns de inéditas. O mais recente é “ZZYZX”, que saiu do forno pouco antes da pandemia. O trabalho traz 11 faixas, sendo duas em português, propondo romper as barreiras da música feita na Terra. A saída é por ali mesmo, pela ZZYZX, até a Casa dos Deuses na famosa Área 51. As dicas estão na linda capa do disco, de autoria do ilustrador estadunidense Thomas Sciacca. 

Mais uma vez, Os Mutantes rompem as regras da música criando sempre o impensável. “ZZYZX” está repleto de histórias que ultrapassam a vida na Terra, com reflexões e narrativas sempre acompanhadas de ironia, senso de observação e inquietação, tudo de modo aprofundado e fundamentado. 

As letras tratam de tempo e espaço, doçura, sexo interplanetário — hétero e homossexual ou até mesmo transcendental —, drogas em busca da comunhão, escrituras sagradas, rock’n’roll para vencer a mesmice, paz e amor, guerra e solidão, indignação pela falta de sentido na vida do povo brasileiro e até uma bomba atômica sobre Brasília.

Legado:

Os Mutantes sempre foram citados como grande influência por artistas importantes, como Kurt Cobain (Nirvana), Devendra Banhart e Sean Lennon (filho do beatle John). São reverenciados em todo o mundo por sua inventividade revolucionária. Recentemente, o guitarrista e compositor Jack White afirmou ser fã do grupo, declarando em português versos de ‘Ave Lúcifer’. Entre outros exemplos de artistas que admiram Os Mutantes está o cantor Beck, que gravou o single ‘Tropicália’, e a banda britânica The Bees, que fez uma versão de ‘A Minha Menina’.

Flea, baixista do Red Hot Chili Peppers, se declarou fã da banda, assim como Kevin Barnes, do Of Montreal. O eterno líder dos Talking Heads, David Byrne, é outro admirador, tendo até trabalhado na promoção de músicas do grupo por meio de seu selo, Luaka Bop, pelo qual lançou a coletânea “Everything is Possible”, com a colaboração de Sérgio escolhendo as músicas. 

Resumo

O que: Os Mutantes

Quando: Sábado, 22 de outubro, às 21h

Onde: Salão de Atos da PUC (Av. Ipiranga, 6681)

Quanto: de R$ 70 à R$ 520

Informações: www.abstratti.com

Fonte

Imprensa // Abstratti Produtora 

press@abstratti.com

domingo, 4 de setembro de 2022

Ciberpajel(IA)nça 1 - Primeiro da série de curtaforismos experimentais animados em rede neural.

Existe uma energia natural no ser, se você não utilizá-la para criar, fatalmente ela te fará destruir. (Ciberpajé)"

Animação, aforismo e música por Ciberpajé (a.k.a. Edgar Franco)
Grupo de Pesquisa CRIA_CIBER (FAV/UFG), 2022.

Fonte
Pesquisa Music Reunion

Malevolent Age - Psychomaniacs (Lyric Video) - Divulgação

 

Fonte
Pesquisa Music Reunion



PVTRIDVS VOX RITUAL – VICTORIA PRO VICTOREM – OITAVA EVOCAÇÃO – DATA: 15/10/2022 – BELO HORIZONTE / MG

 
No dia 15 de outubro de 2022, em BH/MG
Local: Demotape - Rua Batista Carneiro nº 140, Salgado Filho - Horário 15h 
Com as bandas: DENIED REDEMPTION, DEFACER, IN NOMINE BELIALIS, URAEUS & HERETIC MALIGNVM 

Fonte
Pesquisa Music Reunion

Ciberpajé: Confira o videoclipe "O Luto da Vitória". Animação totalmente criada em Inteligência Artificial

O Luto da Vitória: videoclipe do Ciberpajé é pioneiro no Brasil a ter a animação totalmente criada em Inteligência Artificial.Trata-se da nova animação da série baseada em rituais mágickos de transmutação da Aurora Pós-Humana, e nesse caso é um videoclipe pioneiro no Brasil por ter sido totalmente desenvolvido em Inteligência Artificial através de prompts de texto relacionados com o contexto poético e conceitual da música e aforismo. Todos os trechos da animação foram produzidos na IA e posteriormente editados.

Assista-o abaixo:

 https://youtu.be/hV3amr1FW70 

O Luto da Vitória é uma produção do Grupo de Pesquisa CRIA_CIBER, do Programa de Pós-Graduação em Arte e Cultura Visual da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás.

Fonte
Pesquisa Music Reunion

ANONIMUUS CREATURE "Lethal Doses Of Emptiness" (Full Demo) - Divulgação

Fonte
Pesquisa Music Reunion

SoulRun: Novo single "I Felt Fire" será lançado em 12/09/2022. Faça a pré save.

 
Abaixo a mensagem publicada nas redes sociais da banda:

Anotem aí: dia 12/09 tem single novo da SoulRun na área! 

A pré save já tá disponível! 

Escolha seu streaming favorito e manda brasa pra não ficar de fora! 



Link

ORTHOSTAT - Monolith of Time - Resenha CD

 
ORTHOSTAT

“Monolith of Time”

Tales From The Pit/Vários - Nac.

O surgimento do Orthostat se deu em 2015 e, no ano seguinte, lançou uma Demo. Mas seu álbum de estreia, o aqui comentado “Monolith of Time”, apenas “deu as caras” em 2019, ou seja, quatro anos após a formação da banda. E, pelo visto, esse período até o lançamento do ‘debut’ fez muito bem, afinal, ouvimos um Orthostat (nome bem difícil e incomum, né?) destilando um Death Metal bem influenciado pela década de 1990, naquela linha mais primitiva, o que não significa que a música é rudimentar. Pelo contrário, o que ouvimos nesse álbum são músicas bem feitas, bem construídas, por vezes complexas, e músicos mostrando que entendem do traçado. A começar por “Ambaxtoi”, que impressiona pela musicalidade, que começa com murmúrios, gritos, como uma espécie de introdução, depois descamba para uma parte instrumental mais veloz, depois para momentos mais marcados e outros densos, em meio tempo no final, e isso é só a primeira música. Antes de continuar a analisar a musicalidade como um todo, devo mencionar a gravação, que está excelente. E, para o que a banda faz, sonoramente falando, não é algo comum de se ouvir. Está muito bem feita, bem nítida, deixando tudo bem equalizado e audível. Voltando a parte musical, “Qetesh”, segunda música, já vem “chutando tudo”, de início, mas alterna tais momentos ríspidos com andamentos em meio tempo. Isso é uma tônica no álbum. Os vocais de David Lago (também responsável por uma das guitarras) são totalmente guturais, cavernosos mesmo, o que deixa o Death Metal do Orthostat ideal para ouvidos mais ortodoxos. Outra coisa que não é comum no estilo feito pela banda é o tamanho das músicas. O disco, ao total, tem 10 músicas e 60 minutos de duração (são oito músicas de estúdio e duas ao vivo). Porém, devido aos vários andamentos contidos em cada música, elas não se tornam maçantes. A banda soube dosar peso, velocidade, rispidez e brutalidade, fazendo com que cada música tenha seu destaque, independentemente de sua duração. A temática lírica, como dá para ver em títulos como “Eridu”, “The Will of Ningirsu”, entre outros, abordar as civilizações antigas. A arte gráfica é bem caprichada, com um encarte contendo diversas páginas e, claro, trazendo tudo que é informação. E a banda mostrou coragem, já que logo no álbum de estreia trouxe uma capa que sequer menciona título do disco e nome da banda. Essa versão que recebi foi a lançada pelo selo Tales From The Pit e vários outros, numa versão limitada, mas o disco ganhou diversos lançamentos, por outros selos, inclusive no formato fita K-7. Orthostat, nesse disco de estreia, contou na sua formação, além do vocalista/guitarrista David Lago, com Eduardo Rochinski (baixo), Rudolph Hille (guitarra), tendo o apoio do baterista de estúdio Thiago Nogueira.

Contatos: www.facebook.com/OrthostatDM

Resenha por Valterlir Mendes

EXORCISMO - Exorcise and Steal - Resenha CD

 
EXORCISMO

“Exorcise and Steal”

Narcoleptica Productions - Imp.

Foram anos e anos até que a banda pernambucana Exorcismo chegasse ao seu primeiro - e até agora único - álbum completo, “Exorcise and Steal”, lançado em 2018. Mas devo dizer que a espera até que foi válida, pois o que encontramos nesse álbum de estreia é uma verdadeira compilação de músicas ferozes, rápidas, pesadas, numa sonoridade que soa Thrash Metal até o último riff! Falando em riffs, o álbum vem repleto deles, calcados na ‘velha escola’ do estilo. E, apesar de toda a velocidade apresentada durante os mais de 45 minutos de duração do disco, a banda não deixa de nos apresentar aquelas passagens marcadas, típicas do estilo. Os vocais de Denis Violence (também baterista) nos remete aos ícones do estilo. Aqueles mesmos, lá da década de 1980. O álbum, como um todo, soa como se tivesse viajado no tempo. É um álbum tipicamente ‘old school’, com uso (e abuso) de backing vocals, bateria sendo martelada o tempo inteiro e riffs (redundante, não?) em abundância. O banger que pegar o disco, a cada linha ouvida, vai identificar as influências do Exorcismo, o que não poderia deixar de ocorrer, mas isso não quer dizer que a banda soa meramente como algo que já fora feito. As influências estão lá, porém a banda soube as usar a seu favor, criando um disco que soa enérgico a cada faixa que passa. A parte mais difícil é apontar essa ou aquela música como a melhor do disco, pois a linearidade de qualidade delas estão no mesmo patamar. O fã do Thrash Metal vai se identificar com todo o conteúdo do álbum, afinal, não é fácil ficar inerte a temas como “Dump of Death”, “God is Dead”, “Apocalipse Nuclear/Visions of Eternity” (apesar dos dois títulos, a música é cantada unicamente em português). A parte da produção sonora deixou o disco soando bem “anos 80” e o menos desavisado pode até pensar que seja uma banda bem antiga. A capa ilustra o título do disco, bem como o seu conteúdo lírico, que traz letras ácidas, críticas, algo bem comum no Thrash Metal. Além de Denis, os demais responsáveis por essa obra de puro Thrash Metal foram Anderson Razor e Carlos Ragner (guitarras) e Risaldo Silva (baixo). Ah, entre as 10 faixas presentes em “Exorcise and Steal” encontramos “Deathraiser”, um insano cover da lendária Attomica. E posso dizer que Attomica, em seus primeiros discos, é uma grande influência para o Exorcismo.

Site: www.facebook.com/Exorcismothrashband

Resenha por Valterlir Mendes

SCRUPULOUS - Ostia and Genocide - Resenha CD

 
SCRUPULOUS

“Ostia and Genocide”

Heavy Metal Rock - Nac.

O logotipo da banda, na capa, já “entrega” o seu estilo: Death Metal! E isso já podemos ouvir na segunda faixa (a primeira é uma introdução intitulada “In the Begins... Intro”) contida no disco de estreia da Scrupulous, a qual recebe o título de “Ius Divinium Schizo/Crown of Rubble”, que começa de forma arregaçadora! Só que a música vem repleta de mudanças de andamentos, ‘quebradas’ de tempo, indo de momentos mais devastadores a algo com passagens mais marcadas. E o que vamos encontrar nesse álbum é justamente um apanhado de músicas que procuram fugir do habitual e que mesmo soando Death Metal procura não se apegar aos já tão batidos clichês do estilo. Seja nos andamentos mais velozes, com vocais cavernosos, riffs doentios, ou em momentos que apresentam uma musicalidade mais trabalhada, a banda se destaca durante toda a execução do disco. A Scrupulous, que é oriunda da Bahia, carrega no seu “DNA”, o que só grupos daquele Estado podem fazer no Death Metal. O disco é repleto de bases pesadas, seja nos andamentos mais velozes ou naqueles momentos mais densos, riffs cortantes, além de bem inseridos solos de guitarra, e uma bateria que se destaca não pela velocidade inserida, mas por apresentar boas “quebradas” de andamentos, quando cada música pede. Além das mudanças de andamentos em uma mesma música, existem boas inserções de teclados, que acabam criando um clima bem profano, como podemos ouvir em “The Contestation Knocks on Your Door”. Vale mencionar que todos os teclados que são ouvidos no álbum ficaram a cargo do convidado Leandro Kastiphas. Falando em convidado, “Dark Womb” tem como convidado outro conterrâneo da banda: Eduardo Slayer, o qual participa com os vocais, além da parte lírica. A música é simplesmente um Doom Metal, denso, poderoso, pesado... Uma música em meio tempo, ótima para bater cabeça! “Ostia and Genocide” contém dez faixas, as quais mostram diferentes andamentos, porém todas em prol de um objetivo: nos mostrar um Death Metal com características próprias. O ouvinte vai se agradar do início ao fim, pois a construção musical do disco é muito bem feita. E os destaques são vários, já que encontramos até nuances de música clássica - “Souls Cut To Brunoise”. A arte da capa, de certo modo, é bem colorida, algo não muito comum no estilo. O encarte, bem informativo, traz letras, inclusive com suas respectivas traduções. A produção sonora está num ótimo patamar. E a formação responsável pela gravação foi Fabiano “Hammerhand” Sousa (barteria), Arthur “Azagthothinho” Mozart (guitarras e baixo) e Crispim “Skullcrusher” Jr. (vocal).

 Contatos:

www.facebook.com/bandscrupulous

scrupulousdm05@outlook.com

 Resenha por Valterlir Mendes

SINAL DE ATAQUE - Herdeiros - Resenha CD

 
SINAL DE ATAQUE

“Herdeiros”

Bigorna - Nac.

Conheci o som do Sinal de Ataque, banda oriunda de Santa Rita/PB, quando a vi ao vivo na cidade vizinha de Timbaúba/PE. De cara gostei do visual da banda, do seu nome e, quando começaram a tocar, de seu som: aquele Heavy/Speed Metal cantado em português. Na época a banda tinha apenas alguns sons espalhados pelo YouTube. Mas eis que a banda, finalmente, chegou ao seu primeiro álbum, o aqui comentado “Herdeiros”. E o que aqui ouvimos é Heavy Metal de alta qualidade, com algumas nuances aqui e ali do Speed Metal, porém em pequenas proporções. A banda envereda, mesmo, pelos caminhos do tradicional Heavy Metal. Após a instrumental, o trio (a gravação do álbum ficou a cargo de Leo Felipe - voz e guitarras, Victor Laudelino - baixo, bateria e voz de apoio, e Almir Sousa - guitarras) nos apresenta a faixa-título, que traz uma condução lírica que já fora feita por outras bandas, mas que serve para dizer quais são suas influências. A letra cita diversas bandas do cenário Heavy Metal nacional, das mais antigas a algumas mais recentes. As músicas são conduzidas sem exageros. Todas bem construídas e que podem não trazer nenhuma novidade, mas que são feitas com garra e amor ao estilo. As vozes são bem postadas, com a métrica das letras não destoando quando cantadas. Guitarras afiadas, sejam nos riffs ou nos solos; baixo pulsando o tempo todo, com uma bateria que segue a risca a cartilha do estilo. É música instigante e sem “invencionices”, do jeito que esse humilde editor gosta. Música para erguer o punho, para bater cabeça, para querer estar no show da banda. A produção sonora está correta, com toda a parte instrumental bem audível, com volume bem equalizando, deixando toda a parte instrumental bem definida. O encarte é simples, mas sem deixar de fora nenhuma informação, trazendo letras, foto e ficha técnica. A capa não poderia ser mais Heavy Metal. A temática lírica transita por temas como vingança, Heavy Metal, guerras, mazelas sociais. E os destaques ficam para... Bem, eu poderia citar cada uma das oito músicas, incluindo, também, a instrumental, “Marcha em Cinzas”, e até mesmo a faixa que fecha o disco, que nada mais é que uma gravação caseira, intitulada “Tributo a Daniel” e que serve, realmente, como um tributo. Mas vamos lá: “Prisioneiro” é carregada de um ‘feeling’ enorme. Música mais ‘marcada’, com muitas melodias; “Contra Ataque”, que é um Heavy Metal portentoso; e “Engrenagens do Mal”, que traz linhas numa veia Speed Metal.

 Contatos:

www.facebook.com/sinaldeataque

www.instagram.com/sinaldeataque

 Resenha por Valterlir Mendes

CRUCIFIXION BR - Human Decay - Resenha CD

 
CRUCIFIXION BR

“Human Decay”

Shinigami - Nac.

“Human Decay” é o segundo álbum de estúdio da banda Crucifixion BR e que, coincidentemente (ou não), marca os 25 anos de sua formação (a banda surgiu em 1996, em Rio Grande/RS). Apesar de toda a sua longevidade como banda, eu só vim a conhecer o Crucifixion BR a partir desse novo álbum. E, digo, foi muito bom conhecer a banda logo a partir desse poderoso disco. “Human Decay” é um álbum que agradará em cheio os amantes do Death Metal, com algumas pitadas aqui e ali de Black Metal. É música para quem procura brutalidade, peso, densidade. “Human Decay” nos apresenta uma musicalidade desconcertante, alternando agressividade e andamentos mais cadenciados, sejam nas mesmas músicas ou durante a execução do disco. Não é um álbum em que o ouvinte vai ouvir um som linear, “reto” ou veloz o tempo todo. E a agressividade se encontra justamente aí: não necessariamente é preciso velocidade para se fazer um disco brutal. Temas como “Annihilation and Victory”, que nos mostra andamento mais denso e com inserção de ótimos solos de guitarra, “Into the Abyss”, que também traz ótimos solos, no seu início e no seu decorrer, e a devastadora “Blood Fire Victory”, a qual não deixará o ouvinte inerte, são bons exemplos do poderio encontrado nesse novo disco do Crucifixion BR. O disco contém 12 faixas, porém “Opening the Gates, Blasphemy Returns”, “Confirmed Execution 666”, “Passage” e “The Final Chapter”, são uma espécie de “intermezzos”. “Insanidade Bestial”, apesar de seu título em português, é totalmente cantada em inglês, fato bem curioso e explicado na entrevista concedida ao Recife Metal Law. A parte lírica transita pelo ocultismo, caos, destruição, ataque às religiões, mas, também, dando ênfase à lutas e vitórias. A gravação está num excelente patamar e ficou a cargo do Hurricane Studio. “Human Decay” traz, ainda, como convidados Andre Rod (Attomica) em “Human Decay” e Dave Ingram (Benediction) em “Bloody Fire Victory”. A formação responsável pela gravação do disco foi: Maxx Guterres (guitarra/vocal), Beto Factus (baixo), Juliana Novo (bateria) e Miller Borges (guitarra). Um álbum altamente indicado e apresentado de forma impecável, seja na produção sonora, execução das músicas ou na bem cuidada parte gráfica.

Contatos: www.crucifixionbr.com

Resenha por Valterlir Mendes

I GATHER YOUR GRIEF - Dystopian Delusions - Resenha Demo

 
I GATHER YOUR GRIEF

“Dystopian Delusions”

Ever Cold Music - Nac.

 O nome dessa banda é bem interessante e traduzido chegamos a algo como “Eu Reúno Sua Dor”. Com um nome assim temos certa ideia do estilo a ser seguido pela banda... E, sim, ouvimos algo de Doom Metal no estilo da banda, que ainda traz algo de Death Metal, com melodias mais arrastadas, para ir de acordo com o Doom Metal, que é uma musicalidade bem presente na sonoridade do I Gather Your Grief. Inclusive, podemos ouvir até vocais limpos, os quais contrastam com os vocais mais guturais apresentados no decorrer das músicas. Fernando Troian é o responsável pelas vocalizações guturais e desesperadoras, enquanto que o baterista Marcelo Vasco fica a cargo de apresentar os vocais limpos. Na música de abertura, “Sand Castles”, o uso dos teclados cria um clima ainda mais sombrio na musicalidade da banda, porém não há informação de quem foi o responsável pela gravação do instrumento nesse EP. “Defendant”, que é a música mais longa desse material, encontramos um som ainda mais denso que o anterior, e que se não fosse os vocais mais ríspidos, graves, poderia ser discriminado como aquele puro Doom Metal, porém, como dito, os vocais seguem a linha mais Death Metal, mesmo que apresentados de forma mais arrastada. “The Farewell’s Sacrament”, que segue a mesma linha musical da música anterior, e “Behind the Wheel”, esse um cover do Depeche Mode, complementam o ‘track list’. A banda, além dos já dois citados músicos, traz Wendel Siota (baixo) e Andre Lazzarotto e Maicon Ristow (guitarras). Gravação de alto nível e encarte apresentado no formato envelope, porém bem informativo, não trazendo apenas as letras.

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Resenha por Valterlir Mendes