Os lugares mais aprazíveis que conheci nesta temporada foram as vilas, favelas... ou como queiram chamar. Sempre são os locais mais aconchegantes e acolhedores. Apesar de toda dificuldade que o povo que vive sofrendo as injustiças e perversidades deste sistema cruel e do rótulo de locais perigosos, é onde se encontra a vida. Lembro de entrar na casa da Irmã e sempre ser recebido com um largo sorriso e a pergunta de sempre - Como vai, hominho? Respondia com a mesma satisfação -.Se melhorar, estraga.
Ela dava uma grande gargalhada - Que sua boca seja do tamanho do mundo e que seja tão larga que derrube suas orelhas.
Depois de uma grande bebedeira, vinha aquela saudável e saborosa comida caseira. Não importa onde estejamos, esse é sempre o melhor refúgio. É um carinho na alma. Com toda a violência e perversidade que cerca estes guetos urbanos, é ali que o termo humanidade faz algum sentido.
Valeu, Irmã, Grande J e todos os outros que fizeram valer a pena essa estadia por estas bandas.
Fabio da Silva Barbosa
Foz do Iguaçu - PR
Outubro de 2025
