Metal Reunion Zine

Blogzine fundado em 2008. Reúne notícias referentes a bandas, artistas, eventos, produções, publicações virtuais e impressas, protestos, filmes/documentários, fotografia, artes plásticas e quadrinhos independentes/underground ligados de alguma forma a vertentes da cultura Rock'n'Roll e Heavy Metal do Brasil e também de alguns países que possuem parceiros de distribuição do selo Music Reunion Prod's and Distro e sua divisão Metal Reunion Records.



domingo, 3 de março de 2024

Navalha na Carne - Edição 22 - Autonomia dos novos meios de produção. Dignidade não precisa de santidade.

O texto desta vez foi motivado por uma conversa de botequim com alguns conhecidos do meio Rock'N'Roll e Heavy Metal. Um debate curto que me mantive como ouvinte, chocou-me e deixou-me preocupado com os rumos dessa coisa chamada cultura underground. Concluí também que, de fato, a palavra CONSERVADOR está na moda até em meios que historicamente achavam o conservadorismo coisa de gente careta e babaca.

Eram comentários depreciativos de pessoas conhecidas que vendem conteúdos adultos ou algo mais. Papo chato e pesado, cheio de adjetivos ridículos e ultrapassados a pelo menos três décadas. Após escutar o suficiente, arrumei uma desculpa e me despedi, indo pegar o metrô.

O que mais me chocou era a naturalidade e o ar de superioridade que pessoas pertencentes a uma cultura tida como libertária, como o Rock'N'Roll, expressavam sobre a vida alheia. Volta e meia escrevem em redes sociais ou citam em conversas trechos e citações de livros como: Liber Aleph, Livro da Lei, Bíblia Satânica, Thelema, Cabala, e inclusive obras literárias de matriz africana, como livros dedicados à arte da quimbanda, entre outros. Isso acontecia enquanto se expressavam sobre a vida de outras pessoas do bem, que pagam seus impostos e vivem suas vidas da forma que lhes convém.

Minha indignação chegou a um nível em que eu sabia que o diálogo poderia sofrer ruídos irrecuperáveis ou até fatais. Ponderei e me retirei, como citei no início do meu relato. Ao entrar no metrô, pensei: vou ruminar isso na viagem e começar a falar sozinho, assustando os outros passageiros, ou vou escrever sobre para aliviar a tensão?

Decidi escrever, mas também pensei que escrever algo pontual sobre minha raiva da postura e palavras daqueles que, de certa forma, ofendiam pessoas que respeito e tenho estima, ficaria como uma briguinha da quinta série. Um texto cheio de mágoas e descartável. Aí pensei no mercado de trabalho, na pandemia de Covid e nas mudanças tecnológicas impulsionadas por uma mistura de tragédias pessoais, emergência sanitária, fome, ossos e novas tendências digitais que ditaram comportamentos sociais relevantes de 2020 para cá. Comecei a escrever sem pensar e fui com isso até o fim da viagem, deixei para revisar e corrigir em casa com calma, e o que saiu foi isso abaixo.

Na era pós-pandemia de COVID-19, testemunhamos uma metamorfose nas relações sociais e tecnologias, delineando uma nova face da modernidade. A classe trabalhadora tradicional, agora entrelaçada com profissionais liberais e empresários MEI, encontra-se imersa em um cenário onde a virtualidade e a conectividade moldam a dinâmica laboral.

Enquanto alguns ainda seguem os paradigmas tradicionais, outros exploram os horizontes digitais, desafiando as fronteiras convencionais. Os profissionais liberais, em especial, transcendem as limitações geográficas por meio de plataformas online, ampliando seu alcance e oportunidades.

Nesse contexto, surge uma interrogação sobre quem, de fato, detém os meios de produção. Empresários MEI e empreendedores digitais têm sua presença marcante, mas um olhar mais atento revela um paralelo intrigante com os criadores de conteúdo adulto em plataformas como Privacy e OnlyFans.

Estes últimos, muitas vezes marginalizados, emergem como protagonistas inesperados dessa transformação. Ao se apropriarem das ferramentas tecnológicas, desafiam não apenas as normas sociais, mas também a dinâmica de poder nos meios de produção. A autonomia sobre seu trabalho, característica marcante desses criadores de conteúdo adulto, levanta questionamentos sobre a verdadeira propriedade dos meios de produção na era digital.

Assim, enquanto os empresários MEI, escritores e outros tantos, buscam sua fatia no mercado online e os profissionais liberais moldam novas formas de trabalho, os vendedores de conteúdo adulto desempenham um papel singular, desafiando estigmas e redefinindo as noções de poder e produção na contemporaneidade. A modernidade, guiada pela interseção entre tecnologia e relações sociais mais intimas, revela-se como um palco onde inovação, criatividade e autonomia dialogam de maneiras inesperadas de forma natural.

E, na vanguarda dessa revolução digital, os criadores de conteúdo adulto em plataformas específicas não apenas capturam a atenção dos consumidores, mas também lançam luz sobre um dilema que transcende fronteiras. Na indústria pornográfica e fetichista brasileira, figuras conhecidas e desconhecidas, através dessa atividade autônoma, desafiam tabus sociais construídos pela igreja e sociedade envoltos em hipocrisias e falas sem propriedade ou analise das realidades sociais de milhares de brasileiros.

Esses indivíduos, alguns com ganhos líquidos notavelmente superiores à média salarial brasileira, confrontam críticas moralistas sobre a suposta venda de dignidade. Surge a indagação: o que representa vender dignidade quando os rendimentos ultrapassam em até 10 vezes o salário determinado pelo governo para um trabalhador formal, vestido e com uma carga de trabalho, muitas vezes, superior, beirando a escravidão? Quando exagero escrevendo escravidão, estou me referindo à escala vergonhosa de 6x1, que já deveria ter acabado no Brasil a muito tempo

Em um país marcado por escândalos financeiros, sexuais envolvendo políticos, médicos, empresários, líderes religiosos e outros que condenam tais práticas em nome da família tradicional e sociedade patriarcal, a ironia cínica não passa despercebida. Esses criadores de conteúdo adulto desafiam não apenas estigmas, mas também alegações de hipocrisia, revelando uma narrativa complexa onde o dinheiro e a imunidade parlamentar muitas vezes obscurecem a verdadeira face da moralidade. Diversas vezes exposta em atividades mascaradas em casas de swing e orgias colossais, regadas de drogas ilícitas em iates e mansões com vários elementos de gêneros diversos, que publicamente são criticados, atacados e condenados por esses "moralistas".

Neste cenário da modernidade, cada personagem trilha seu próprio caminho, e nas encruzilhadas da vida digital, a autonomia se revela como a verdadeira protagonista. Uma narrativa real e cotidiana que desafia não apenas os limites do convencional, mas que redefine o significado de poder, produção e dignidade, deixando uma marca indelével na trama inesgotável da história humana.

No capitalismo voraz que nos consome, precisamos de dinheiro para a manutenção básica de nossa dignidade. Tabus sociais datados e textos rasos de moralidade, proferidos por pilantras hipócritas, corruptos e vagabundos que enriquecem com propinas ou dízimos doados de bom grado por pessoas incautas e com quase nenhuma dignidade, não devem ser regra para nada no Brasil.

Vender conteúdo explícito e adulto ainda não é crime por aqui, como talvez a bancada evangélica que ocupa a Câmara e o Senado brasileiro desejem, então aproveitem.

Alexandre Chakal é carioca, pai, publicitário, jornalista independente, designer, musicista, escritor, poeta, locutor freelancer, zineiro, editor do blog Metal Reunion Zine à mais de 15 anos.  Um eterno inconformado com o cenário social e as péssimas gestões políticas no país mais rico da America Latina.

Disponível a segunda edição do Umbra Sinistra Zine

Está disponível o Umbra Sinistra Zine #02, que conta com 60 páginas no formato livreto, trazendo entrevistas com: Witchcraft (FIN), Hinarivm (BR), Caixão (PRT), Necrogosto (BR), Ceremonial Torture (FIN), Summum Heredis (BR) e Wargoat (GRE). Ainda com Bios das bandas Tatir (GRE), Gehena (BR), Moonfall (FIN) e Regere Sinister (FIN), além de resenhas de Zines, letras, artigos, cobertura do festival Devotion Mortis I e uma republicação de uma entrevista (com permissão) do Sagatrakavashen (ITA) de 1989.


Fonte
https://www.sepulchralvoicefanzine.com/2024/02/disponivel-segunda-edicao-do-umbra.html

A dupla Death Metal alemã Andabata lançará seu quinto CD em março.

A obra se chamará "Hirnfresser".
Um total de 5 músicas podem ser ouvidas no EP, incluindo uma música bônus em um dialeto alemão ( “ s aarländisch” ) .
A arte da capa e tracklist serão apresentadas nos próximos dias.


Andabata links

Kontakt:        info@andabata.de
Homepage:    www.andabata.de

Fonte
Sabine
info@andabata.de

CIRITH UNGOL anuncia turnê de despedida dos palcos

A lendária banda de Heavy Metal CIRITH UNGOL anunciou sua despedida dos palcos! Em um comunicado, a banda declarou: "Decidimos que 2024 marcará o último ano em que os CIRITH UNGOL se apresentarão ao vivo. Após um hiato de vinte e cinco anos, jamais poderíamos ter imaginado o incrível apoio e amor que receberíamos de todos vocês após nosso retorno. De todo o coração, queremos agradecer a cada um de vocês por terem comparecido aos nossos shows e nos apoiado. Estamos imensamente orgulhosos do trabalho que realizamos ao longo dos últimos anos e estamos extremamente entusiasmados com nosso último álbum, 'Dark Parade'. Legiões, este é o chamado às armas. Se nunca tiveram a chance de nos ver ao vivo, ou se desejam nos ver uma última vez, 2024 será sua última oportunidade."

As primeiras datas da "The Final Tour" foram anunciadas. A turnê sul-americana está sendo organizada pela produtora brasileira Tumba Productions. 
Confira o cartaz da turnê:
O trabalho mais recente da CIRITH UNGOL é 'Dark Parade', seu sexto álbum lançado pela Metal Blade Records em outubro de 2023. Ouça o disco na íntegra: 

Fonte
https://www.sepulchralvoicefanzine.com/2024/02/cirith-ungol-anuncia-turne-de-despedida.html

Conheça a banda GORENCEPHALIC, formada por membros de DEFORMITY BR, SOWER e ÍMPIOS

GORENCEPHALIC nasce com a proposta de tocar um Death Metal que mescla agressividade, morte, peso, sangue, brutalidade, dilacerações e levadas poderosas que te fazem arrancar fora a cabeça. O clima fétido e mórbido das músicas putrefaz-se por meio de suas letras, que explicitam o universo manicomial e suas técnicas de tratamento experimentais do século passado. 

A caminhada da banda foi iniciada no ano de 2023, a partir da convergência de alguns cadáveres já conhecidos no underground baiano devido a sua atuação em bandas como a Deformity BR, Sower e Ímpios. A equipe de necropsia: Krusius Barreto (vox/baixo), Andrey Braga e Fulvio Alsan (guitarras) e Yuri Hamayano (bateria).

GORENCEPHALIC prepara o seu debut album e libera nas plataformas de streaming o seu primeiro single, a faixa "Post-Mortem Analysis". Confira:

Links:

Fonte
https://www.sepulchralvoicefanzine.com/2024/02/conheca-banda-gorencephalic-formada-por.html

Prestes a aportar no Brasil, o Crazy Lixx lança coletânea com regravações de clássicos e faixas inéditas!

 

Com produção da Dark Dimensions, os suecos tocam em três cidades do país, sendo uma delas a primeira edição do Glam Fest Brasil.

Os suecos do Crazy Lixx, um dos grandes nomes do Hard Rock na atualidade e uma das principais atrações da primeira edição do Glam Fest Brasil, que ocorrerá agora em março em São Paulo, lançaram no último dia 16 de fevereiro "Two Shots At Glory", uma coletânea em comemoração à ilustre carreira de mais de 20 anos em atividade.

Lançada pela renomada gravadora Frontiers Music, a coletânea apresenta regravações de muitos de seus icônicos clássicos, como "Whiskey Tango Foxtrot""Lights Out!" e "Fire It Up!". Além disso, inclui duas faixas totalmente inéditas e exclusivas para esse lançamento, mantendo o nome do Crazy Lixx como um dos grandes expoentes suecos na vanguarda do renascimento do Hard Rock oitentista.

Atualmente liderada por Danny Rexon (vocal) e Joél Cirera (bateria), os únicos membros originais na formação atual, a banda mantém uma consistência notável, sendo influenciada por gigantes do Rock como KISS, Guns N’ Roses, Aerosmith, Whitesnake, Def Leppard, Mötley Crüe, RATT e Alice Cooper. Completando a formação, temos Jens Anderson (baixo), Chrisse Olsson e Jens Lundgren (guitarras).

As faixas presentes em "Two Shots At Glory" são:

1. Two Shots At Glory
2. Fire It Up ('23)
3. Invincible
4. Lights Out! ('23)
5. Sword And Stone
6. Whiskey Tango Foxtrot ('23)
7. Ain't No Rest In Rock N' Roll ('23)
8. In The Night ('23)
9. Only The Dead Know ('23)
10. Sympathy ('23)
11. Church Of Rock ('23)

Ouça nas plataformas de streaming em https://orcd.co/twoshotsatglory

No dia 17 de março, no Carioca Club Pinheiros, em São Paulo/SP, além do Crazy Lixx, o Glam Fest Brasil contará com as seguintes atrações de tirar o fôlego: Stevie Rachelle (a voz do TUFF, EUA) e Pretty Boy Floyd (EUA), com a abertura do trio gaúcho Goaten!

Vale lembrar que o Brasil receberá três apresentações do Crazy Lixx, todas realizadas pela produtora Dark Dimensions:

15/03 - Jokers, Curitiba/PR (com Stevie Rachelle e abertura do Marenna)
16/03 - Mr. Rock, Belo Horizonte/MG (com Stevie Rachelle)
17/03 - Carioca Club, São Paulo/SP (Glam Fest Brasil)

SERVIÇO: GLAM FEST BRASIL 2024

Data: 17 de Março (domingo)
Local: Carioca Club Pinheiros
Endereço: Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros – São Paulo/SP (Próximo ao Metrô Faria Lima)
Produção: Dark Dimensions (darkdimensionsbrazil@gmail.com)
Assessoria de Imprensa: JZ Press (jzpress@metalnalata.com.br)

Abertura da casa: 16h
Goaten: 17h
Stevie Rachelle: 18h
Pretty Boy Floyd: 19h20
Crazy Lixx: 20h40

Classificação etária: 16 anos (entre 14 e 16 anos, somente acompanhado por pai ou mãe munidos de documentos)
Estacionamento: nas imediações (sem convênio)
Estrutura: ar-condicionado, acesso para deficientes, área para fumantes e enfermaria

Ingressos online através do site Clube do Ingresso em https://www.clubedoingresso.com/evento/glamfestbr

Preços:
2º Lote - Pista - Meia-entrada R$ 270,00
2° Lote - Pista - Promocional * (doe 1 Kg de alimento não perecível) R$ 270,00
2º Lote - Pista - Inteira R$ 540,00
1º Lote - Camarote - Meia-entrada R$ 400,00
1° Lote - Camarote - Promocional * (doe 1 Kg de alimento não perecível) R$ 400,00
1° Lote - Camarote - Inteira R$ 800,00

(Sujeito a alteração no valor do ingresso conforme virada do lote).

* Ingresso promocional antecipado válido mediante a entrega de 1 kg de alimento não-perecível na entrada do evento.

Pontos de Venda (sem taxa de serviço – pagamento em dinheiro): Carioca Club Pinheiros

Diretamente com a produtora via pix ou boleto em até 4x - informações via WhatsApp 11 994697487

Links Relacionados:


Fonte
jzpress@metalnalata.com.br

LEVIAETHAN confirmada como quarta banda no line-up do TORMENTA FEST III 2024

Um dos grandes nomes do cenário nacional dos anos 80, que marcou o Underground brasileiro ao longo das últimas gerações de headbangers, é a lendária banda gaúcha de Thrash Metal, LEVIAETHAN! A banda está atualmente em turnê comemorativa de seus 40 anos de atividade, além de promover o seu novo álbum, "D-Evil In Me".

LEVIAETHAN é a um nome confirmado para o TORMENTA FEST III 2024! O evento, que acontecerá na cidade de Campinas, no interior de São Paulo, já tem no cast as bandas: DEATHGEIST, MASTURBATOR e PESTICIDE.

Serviço:
Data: 04 de maio de 2024
Local: Casa Rock -  Rua Sete de Setembro, número 553
Horário: 17h00 - Ingressos acesse: sympla.com.br/evento/tormenta-fest-iii

Fonte
https://www.sepulchralvoicefanzine.com/2024/02/leviaethan-confirmada-como-quarta-banda.html

Coletivo Preto no Metal: O que a Palestina tem a ver com a luta antirracista?

 

O tema da Palestina era um assunto que estava deixado de lado nos principais debates sociais até os eventos de 7 de outubro de 2023, quando o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e grupos palestinos aliados, se insurgiram contra o estado de Israel. Essa questão é evitada porque se trata de um cenário no mínimo curioso para a comunidade ocidental, em que uma vítima histórica do racismo e da supremacia branca, se torna opressora, reproduzindo práticas tão cruéis quanto as que sofreu na primeira metade do século XX.

E por que este que vos escreve confirma que o lado israelense é o lado errado do “conflito”? Porque a questão palestina se trata de um explícito caso de colonialismo: membros da elite europeia invadem um território habitado e o controla através da força. Apesar de usarem métodos diferentes, a princípio menos chocantes, isso não seria uma espécie de repetição das ações coloniais que aconteceram séculos atrás na África e nas Américas?

O leitor pode indagar que não se trata de um enfrentamento simples, pois há mais complexidade envolvida. É evidente, pois houve muitos acontecimentos nos processos históricos que envolvem Israel e a Palestina, desde a chegada dos primeiros colonos judeus sionistas naquela região (o sionismo é um movimento político e ideológico nacionalista que defende a criação de um Estado judeu). Mas essa complexidade não pode se sobrepor ao cenário colonial que Israel impõe aos palestinos, e sabemos que o colonialismo anda de mãos dadas com o racismo, principalmente pela prática nefasta da escravidão de povos considerados selvagens, sob a ótica da branquitude europeia.

Vamos a um exemplo recente da ocupação israelense nos territórios palestinos: o muro da segregação racial. Idealizado por Ariel Sharon, ex-primeiro ministro de Israel, a construção desses muros se iniciou em 2002, separando territórios israelenses e territórios árabes na Cisjordânia. Outro exemplo é que desde 2007 a Faixa de Gaza tornou-se um verdadeiro campo de concentração, o maior da história contemporânea, com mais de dois milhões de habitantes. Dentre outras medidas brutais, o Estado de Israel impôs à população de Gaza o racionamento de água potável, fornecimento irregular de luz elétrica, acesso deficitário aos serviços de telefonia e internet, além de ter seu solo danificado, evitando assim o plantio e a colheita de alimentos.

As prisões administrativas de palestinos são semelhantes ao que encontramos no Brasil e nos EUA, países com altas populações carcerárias. Nestes dois últimos exemplos, a população negra é o alvo do sistema. Não faltam casos de negros e palestinos encarcerados sem base legal e sem direito a uma defesa justa. Para estes grupos, não há o liberal Estado Democrático de Direito, apenas o estado de exceção. A ativista antirracista Angela Davis, sempre une em seus discursos a luta do movimento do abolicionismo prisional nos EUA com a luta dos palestinos pelo fim da ocupação em seus territórios. Imaginem o nível da gravidade da repressão quando as polícias (e também forças armadas) de Israel e dos EUA se unem para dividir treinamentos militares.

Um outro exemplo de que as práticas de Israel são racistas, e eugenistas, é o fato de que o estado sionista representa um regime de apartheid para os árabes. Um regime de Apartheid se constata quando as leis são discriminatórias, segregacionistas, privilegiando um grupo étnico em detrimento de outro, como ocorreu na África do Sul entre 1948 e 1994. Instituições como a ONUHumans Right WatchAnistia Internacional e até a ONG de Direitos Humanos israelense B’tselem, atestam com fartas evidências a existência de um sistema persecutório nos territórios ocupados.

Illan Pappé, historiador israelense, escreveu uma das grandes obras sobre o tema: A Limpeza Étnica da Palestina. Suas pesquisas científicas, opiniões e seu apoio ao boicote acadêmico contra as universidades israelenses resultaram em perseguição e ameaças de morte. Pappé precisou se mudar para a Inglaterra. Angela Davis no livro A Liberdade é uma luta constante concorda que o isolamento político e econômico de Israel seria uma das formas de impedir as práticas de apartheid contra os palestinos. Malcolm X, em 1964, já denunciava a invasão colonial em artigo no jornal The Egyptian Gazettee. Fazendo uma associação com líderes de movimentos negros, quantos deles não passaram pela mesma situação? Perseguição, ameaças, atentados e até mortes?

Os defensores do sionismo repudiam e negam todas essas “acusações”. Postura muito semelhante aos racistas que por séculos negaram o preconceito, a eugenia social, a liberdade, os direitos civis, políticos e sociais dos negros escravizados e dos afrodescendentes. Esse comportamento pode ser facilmente observado no racismo estrutural entranhado no Ocidente.

Nada mais justo, urgente e simbólico do que a união entre a luta pelo fim da opressão aos palestinos com a luta antirracista. A liberdade, a paz e a justiça reivindicada pelos palestinos não é diferente das reivindicações dos movimentos negros. São as mesmas armas israelenses que matam cidadãos nos territórios palestinos e nas comunidades e favelas brasileiras. A mesma lógica genocida está por trás quando uma polícia fascista aperta o gatilho. Adicionar a bandeira Palestina nos atos públicos é um reforço urgente e necessário. E não tenham medo de serem taxados de antissemitas. Essa tática dos sionistas é tão falaciosa quanto a expressão, “mas eu tenho um amigo negro”... 

 Pedro Valença, ativista no Coletivo Aliança Palestina-Recife e guitarrista do Pademmy e apoiador do Preto no Metal

 Fontes:

https://www.reuters.com/world/middle-east/israeli-military-opens-probe-into-reports-oct-7-friendly-fire-deaths-2024-02-06/

https://www.aljazeera.com/news/2020/6/12/how-the-us-and-israel-exchange-tactics-in-violence-and-control

https://www.defense.gov/News/News-Stories/Article/Article/3279772/largest-us-israeli-exercise-in-history-concludes/

https://news.un.org/en/story/2022/03/1114702

https://www.hrw.org/report/2021/04/27/threshold-crossed/israeli-authorities-and-crimes-apartheid-and-persecution

https://www.amnesty.org/en/latest/campaigns/2022/02/israels-system-of-apartheid/

https://www.btselem.org/topic/apartheid

https://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-3516193,00.html

https://horadopovo.com.br/o-sionismo-segundo-malcom-x/

Originalmente publicado em

https://www.pretonometal.com/post/o-que-a-palestina-tem-a-ver-com-a-luta-antirracista

Fonte

Coletivo pretonometal@gmail.com

Angra retorna aos palcos em formato desplugado em show com convidado especial em São Paulo

 
Vendas começam no dia 29 de fevereiro; concerto no Espaço Unimed, uma das mais conceituadas casas de shows do Brasil, reproduzirá a aura mágica do histórico show apresentado em Curitiba, que será lançado em áudio e vídeo ainda este ano

Um dos maiores nomes da música brasileira em âmbito mundial, o Angra leva seu show acústico para o palco de uma das maiores e conceituadas casas de shows do Brasil, o Espaço Unimed, em São Paulo, no dia 17 de agosto (sábado). A apresentação trará a mesma estrutura majestosa apresentada pela banda em Curitiba, em 2023, que foi gravada e será lançada ainda este ano em formatos áudio e vídeo.

A icônica apresentação de um dos baluartes da música brasileira em São Paulo trará, além dos cinco integrantes interpretando clássicos em roupagem desplugada, uma orquestra e um convidado especial a ser divulgado posteriormente. O anúncio foi feito pelas redes sociais da produtora Top Link Music e do Angra: https://www.instagram.com/p/C32TScAAiyp.

Explorar a música em todos os seus caminhos nunca foi uma novidade para o Angra. Em mais de 30 anos de carreira, o grupo sempre flertou com diversos estilos musicais e com o acústico, que resultaram em registros históricos, como a apresentação realizada na FNAC francesa nos anos 1990, cujas algumas faixas foram lançadas oficialmente como bônus no clássico EP Freedom Call, sem contar faixas específicas no decorrer da discografia de estúdio do grupo.

O guitarrista e fundador do quinteto, Rafael Bittencourt, comenta: “Nossa ideia é mostrar as músicas em sua essência, despidas dos estereótipos do heavy metal, bumbos rápidos, solos de guitarra e agudos incríveis. Mesmo sem esses elementos, que são marcantes em nosso estilo, as músicas permanecem boas, ricas com suas harmonias, melodias e letras. Não exclusivamente com instrumentos acústicos, mas versões suaves e elegantes das músicas do Angra”.

A venda de ingressos começa na quinta-feira, 29 de fevereiro, às 12 horas, pela plataforma Ticket 360.

Serviço
Acústico do Angra em São Paulo
Data: 17 de agosto de 2024 (sábado)
Local: Espaço Unimed
Endereço: R. Tagipuru, 795 - Barra Funda
Ingressos: a partir de R$ 80

Fonte

Clovis Roman / Isabele Miranda
Assessoria de Imprensa

Trendkill Inc. celebra o Metal com novo single "Metal Man"

Os Heavy/Thrashers paulistanos da Trendkill Inc. lançaram no último dia 23 de fevereiro seu mais novo single, intitulado "Metal Man", faixa que estará presente no próximo álbum de estreia do quarteto.

Vale destacar que este é o debute oficial em estúdio da atual formação, composta por Diego Veras (vocal/guitarra rítmica), Ivan Santos (guitarra solo), Sandro Cezzar (baixo) e Alexandre Fontana (bateria). Anteriormente, o quarteto lançou o álbum ao vivo "Live Thrash disConcert" no ano passado, contendo regravações ao vivo de seu EP homônimo de 2021 e outras faixas inéditas, incluindo uma versão prévia de "Metal Man".

Na perspectiva dos músicos, essa nova faixa reflete a diversidade que define a Trendkill Inc. e sua abordagem atual ao metal. "É uma homenagem que dignifica o estilo de vida conhecido como Heavy Metal. Ela representa bem a nossa diversidade e a forma como encaramos o metal nos dias de hoje, com muita positividade e longe de segregações. É uma daquelas músicas cativantes que fazem você bater cabeça e perceber que ainda há música de qualidade fora do mainstream."

Com um refrão poderoso que gruda na mente e um riff marcante e cativante, Ivan Santos comentou: "Aqui está surgindo um novo hino do Heavy Metal. Pelo menos para nós e nossos fãs, é assim que sentimos. Espero que outros apreciem a música da mesma forma e concordem conosco (risos)."

"Metal Man", em sua fase inicial, trazia uma letra escrita pelo antigo vocalista da banda, abordando um acidente de carro em que um homem ficou preso nas ferragens. Com a formação atual, várias modificações foram feitas, e principalmente a letra original foi alterada de algo ruim para um positivo: uma verdadeira ode e homenagem ao Heavy Metal.

"Somos uma vasta comunidade de indivíduos vestidos de preto, unidos nos shows para desfrutar, se divertir e compartilhar energias positivas!", finalizou Diego Veras.

Ouça "Metal Man" na sua plataforma digital preferida em: https://onerpm.link/950242904058

Gravada por Paulo Mamute (@paulo_mamutestudio) no Mamute Estúdio, em Itaquaquecetuba/SP.
Produzida, mixada e masterizada por Paulo Mamute e Trendkill Inc.


Assista "Metal Man" em https://youtu.be/IrM1QDkyEpA

Produzido, gravado e editado por Lucas Frois e Trendkill Inc.
Filmado no Estudio ZMPhoto (@zmphoto_estudio) em São Paulo.

"Gravar nosso primeiro clipe com essa formação foi divertido e desafiador, fizemos na raça, com poucos recursos, mas com muita vontade de entregar algo que fosse a altura da música que é uma homenagem a nós, 'metaleiros' no geral. Para ser 'metaleiro' e ter uma banda autoral é preciso cabeça, pescoço e estômago, não é para qualquer um (risos)!", finalizou Diego Veras.

No momento, a Trendkill Inc. encontra-se focada no processo de composição, pré-produção e gravação das demais músicas que farão parte do aguardado álbum de estreia, ainda sem título definido.

Trendkill Inc. nas redes:

Facebook: @trendkillinc
Instagram:
 @trendkillinc
Linktree: 
https://linktr.ee/trendkill_inc

Fonte

Assessoria de Imprensa: JZ Press (@jzpressassessoria)

Darkside Fest III - Data: 14/04/2024 - Recife/PE

No dia 14 de abril 2024, em Recife/PE

Local: No Darkside Studio - Rua Barão de São Borja, 89
Horário:16h00 - Ingressos no Sympla
Com as bandas: AMEN CORNER, CARNIFIED, FÉTETRO, DEMONS OF CREATION & ALCOHOLOCAUSTO

Fonte
https://www.sepulchralvoicefanzine.com/2024/02/darkside-fest-iii.html