Metal Reunion Zine

Blogzine fundado em 2008. Reúne notícias referentes a bandas, artistas, eventos, produções, publicações virtuais e impressas, protestos, filmes/documentários, fotografia, artes plásticas e quadrinhos independentes/underground ligados de alguma forma a vertentes da cultura Rock'n'Roll e Heavy Metal do Brasil e também de alguns países que possuem parceiros de distribuição do selo Music Reunion Prod's and Distro e sua divisão Metal Reunion Records.



terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Vocalista da Shadowside figura calendário "Divas do Metal 2012"

Dani Nolden vem sendo considerada uma das mais belas do Metal Mundial
O site costarriquenho Tarrazú, especializado em Rock/Metal, finalmente revelou seu calendário para 2012 com as doze mais belas que movimentaram o cenário do Metal Mundial. Dentre as musas estão as vocalistas Dani Nolden (Shadowside), Cristina Scabbia (Lacuna Coil), Floor Jansen (ReVamp, ex-After Forever), Manuela Kraller (ex-Xandria), Anneke Van Giersbergen (Agua de Annique, ex-The Gathering) e muito mais.
Para a escolha das beldades do calendário "Divas do Metal 2012" foi realizada uma votação totalmente aberta ao público por meio de pesquisa no Facebook. Fãs do mundo inteiro escolheram as doze mais admiráveis de 2012.
Janeiro: Chiara Malvestiti - Crysalys
Fevereiro: Clémentine Delauney - Whyzdom
Março: Barbara Schera Vanoli - Dama
Abril: Lucie - Whispering Tales
Maio: Floor Jansen - ReVamp
Junho: Cristina Scabbia - Lacuna Coil
Julho: Dani Nolden – Shadowside
Agosto: Manuela Kraller - Xandria
Setembro: Anneke Van Giersbergen
Outubro: Marcela Bovio - Stream of Passion
Novembro: Lisa Middelhauve - Ex-Xandria
Dezembro: Emily Alice Ovenden - Pythia

Não é de hoje que Dani Nolden vem se destacando apenas pelo seu brilhante talento, mas também por sua beleza. Nos últimos anos, a cantora tem sido considerada pela imprensa especializada a nova diva do Rock/Metal brasileiro. Durante as comemorações do Dia Internacional da Mulher, a frontwoman tem sido uma das principais fontes dos meios de comunicação de todo país.
Neste momento, a Shadowside está em plena divulgação do já aclamado "Inner Monster Out", álbum gravado, mixado e masterizado por Fredrik Nordström, um dos principais produtores de Heavy Metal da atualidade, no Fredman Studio, em Gotemburgo, Suécia. O CD tem a participação especial dos vocalistas Mikael Stanne (Dark Tranquillity), Björn "Speed" Strid (Soilwork) e Niklas Isfeldt (Dream Evil). A versão nacional do disco tem distribuição da Voice Music e traz a releitura de Inútil, clássico dos anos 80, com Roger Moreira, líder do Ultraje a Rigor!, dividindo os vocais com a frontwoman Dani Nolden.
O videoclipe de "Angel with Horns", primeiro single do novo disco, superou a marca de 110 mil views no Youtube. Confira o clipe e diversos outros vídeos do grupo em turnê pela Europa em http://www.youtube.com/user/ShadowsidePress7 .
Recentemente, a Shadowside faturou o prêmio "Banda do Ano - categoria Heavy Metal" durante a terceira edição do Prêmio Rock Show 2011. O "Prêmio Rock Show" é uma das premiações mais importantes da música brasileira e tem como objetivo fortalecer cada vez mais a cena do rock, além de ser uma vitrine para o resto do Brasil.
Os produtores interessados em contratar o espetáculo que já passou por mais de 20 países da Europa, cinco turnês pelos EUA e diversas cidades do Brasil, devem entrar em contato através do e-mail contato@furiamusic.com.br .
Mais informações de como baixar este calendário, acesse http://www.facebook.com/shadowsideband .

Links relacionados:
Die Hard:

Fonte


NervoChaos: 2011, um ano para celebrar

Apesar de ter um amplo reconhecimento nacional e internacional, é inegável o grande momento que a banda NERVOCHAOS passa, e 2011, sem dúvidas, foi um de seus principais anos. Com grandes turnês pelo Brasil, América do Sul, a grandiosa turnê pela Europa ao lado do Ragnarok, o grupo ainda aportou na Índia, sendo a segunda banda brasileira a tocar por lá, já que apenas o Sepultura tinha executado tal façanha.
Além de ter lançado seu primeiro trabalho ao vivo “Live Rituals”, o grupo fecha o ano como um dos principais nomes do Metal nacional. Claro que a banda sabe que tudo isso se deve a muito trabalho por parte do NERVOCHAOS e especialmente do suporte dos fãs, amigos e profissionais envolvidos com o grupo. Por isso a banda resolveu mandar um agradecimento pelo ótimo ano:
“O ano de 2011 foi especial para todos nós do NERVOCHAOS. Conseguimos concretizar alguns objetivos e realizar várias coisas boas. Desde já, em nome da banda, deixo os sinceros agradecimentos para todos que estiveram (e ainda estão) envolvidos, trabalhando ou nos apoiando durante a nossa jornada. Desejamos um ano de 2012 repleto de saúde, METAL e muito sucesso – vocês merecem!”
O NERVOCHAOS continua trabalhando no lançamento de seu novo álbum, ‘To The Death’, previsto para o primeiro trimestre de 2012.

Contato para shows e merchandise:
Sites Relacionados:

Fonte: Metal Media

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

ENTREVISTA: LACERATED AND CARBONIZED

Estava escutando o primeiro CD da banda Lacerated And Carbonized chamado “Homicidal Rapture” que, em minha humilde opinião, é uma obra muito importante para o Metal extremo brasileiro e acredito que entrará na parte dos clássicos nas prateleiras de muitos bangers.
Os quatro garotos cariocas estão nessa há pouco tempo, mas já tem no currículo muita estrada e experiência. Já tive a oportunidade de assistir diversas apresentações da banda e, também, já dividi o palco com eles em shows insanos dentro do Underground.
Decidi trocar uma ideia rápida com o guitarrista Caio Mendonça sobre a trajetória da banda, Demos, álbum, tours, shows e planos de tudo mais que está por vir. Nossa conversa segue abaixo para você leitor do Metal Reunion Zine.

Metal Reunion Zine – Para iniciarmos nossa conversa apresente um breve resumo da história da banda.
Caio Mendonça – Eu (Caio Mendonça – guitarra), Jonathan Cruz (vocal) e Paulo Doc (baixo), somos amigos há muito tempo e sempre tocamos juntos. Em 2006 nos juntamos ao baterista Victor Mendonça para formar o Lacerated And Carbonized. A intenção era fazer um som brutal que expusesse nossas raízes extremas. No ano seguinte gravamos nossa Demo, intitulada “Chainsaw Deflesher”, que foi muito bem recebida no Underground e nos levou a tocar Brasil afora, ao lado de nomes consagrados do Metal extremo, como Sepultura, Mayhem, Torture Squad, Confronto, Claustrofobia e Unearthly. Em 2010 lançamos o websingle “Darkened Spite”, uma prévia do nosso full lenght que estava em vias de sair. E agora em 2011 estamos lançando nosso álbum de estreia, “Homicidal Rapture”, pela Mutilation Records e que também saiu no Peru pelo selo Undermetal Records.

Metal Reunion Zine – Uma Demo de estreia com várias tiragens lançadas, uma tour na América do Sul, dezenas de shows, web singles e vídeos no Youtube com centenas de acessos, um CD oficial gravado e produzido em um dos melhores estúdios do Brasil, apoios, endorsers... Faço uma pergunta que já escutei muito: como uma banda com tão pouco tempo de estrada conseguiu fazer tanta coisa?
Caio – Acredito que isso se deve ao comprometimento da banda. Todos sabem que dar passos largos no Heavy Metal é muito complicado, uma vez que não temos o apoio da grande mídia. Então os resultados só aparecem com extrema dedicação. Tenho certeza que os apoios, endorsements, gravadoras e investidores são a consequência de muito trabalho, e um trabalho de qualidade.

Metal Reunion Zine – Eu programei esse bate papo para falar do ‘debut’ álbum da banda, mas vamos falar de outros assuntos também, ok? Conte-nos como foi esse lance de sair em tour pela América do Sul... Quantos shows foram? Em quais países vocês tocaram? Quais foram os eventos mais brutais? Como foi a recepção do público ao trabalho da banda?
Caio – A “Homicidal South American Tour” foi feita em suporte ao lançamento de “Homicidal Rapture”, que estava saindo no Peru pela Undermetal Records. Foram cerca de vinte shows entre Bolívia, Peru, Chile, Equador e Colômbia. Nesta turnê pudemos ver o quanto o Metal brasileiro é respeitado e apreciado em todos os países por onde passamos. Como aqui no Brasil, o público sul-americano é insano! A resposta que tivemos do público não poderia ter sido melhor, inclusive vendemos todo nosso merchandising antes do fim da turnê. Para que todos possam conferir um pouco dos lugares por onde passamos, dos shows e da intensidade da turnê, lançamos um vídeo recentemente para a faixa “Triune Filth” em nosso canal oficial no youtube com imagens da “Homicidal South-American Tour”: www.youtube.com/laceratedband .

Metal Reunion Zine – Relacionar-se com outras culturas durante uma tour deve ser muito gratificante, mas eu acho que Headbanger, seja ele de qualquer canto do globo, já tem uma forma universal de se comunicar. É isso mesmo ou existe alguma particularidade cultural de nossos ‘hermanos’ em algum dos países que vocês passaram?
Caio – Viajar conhecendo novas culturas, pessoas e lugares é uma experiência única, e fazer isso graças ao Heavy Metal é realmente algo muito gratificante. Nosso tempo de estrada comprova isso o que você falou. Não importa o lugar, sempre podemos trocar uma ideia com o Headbanger local sobre alguma banda, equipamento... As referências são as mesmas, o que muda mesmo é a comida! (risos)

Metal Reunion Zine – – Fiquei sabendo que vocês dividiram o palco com os caras do Monstrosity ano passado. Como aconteceu isso?
Caio – Foi ótimo dividir a estrada com o pessoal do Monstrosity! Isso foi possível graças à viabilidade de coincidir algumas datas nas agendas da turnê sul-americana das duas bandas. Para os produtores e investidores também foi interessante, uma vez que puderam ter num mesmo ‘cast’ uma banda americana e uma brasileira.

Metal Reunion Zine – “Homicidal Rapture”, esse álbum foi gravado em 2009, mas só saiu agora no início de 2011 pela Mutilation Records? O que aconteceu para ter ocorrido esse atraso todo no lançamento? Isso comprometeu alguma atividade que a banda tinha planejado?
Caio – Esse ‘delay’ ocorreu graças a um problema judicial que tivemos com o selo que havíamos acertado. O contrato não foi respeitado e tivemos que esperar por sua rescisão. Felizmente, acertamos com a Mutilation Records, uma companhia de muito prestígio no Metal nacional e que vem nos dando todo o suporte necessário. Esse atraso no lançamento gerou alguns problemas. Além de o álbum ter saído um ano antes em outros países sul-americanos, tivemos o adiamento de uma turnê europeia.

Metal Reunion Zine – Fale mais sobre esse trabalho para nossos leitores. Por que o nome “Homicidal Rapture”? Explique cada faixa e dê uma ideia geral de qual mensagem as composições do álbum buscam passar para o ouvinte.
Caio – O título “Homicidal Rapture” representa bem a confluência dos elementos e temáticas que tentamos transmitir com esse CD, desde a parte gráfica, as letras e as composições. Apesar de não ser um disco necessariamente conceitual, todos esses elementos estão interconectados e somente somam ao aparato final. As dez faixas presentes no álbum são uma mescla entre regravações reformuladas da Demo “Chainsaw Deflesher” e músicas inéditas. As letras expressam nossa própria visão de mundo, refletindo a agressividade e violência do cotidiano carioca, além de possuir também elementos típicos do Death Metal, com uma abordagem não só splatter, mas também crítica.

Metal Reunion Zine – No Rio de Janeiro é bem normal a banda estar presente no ‘cast’ de vários eventos que rolam na cidade. Tem alguma tour nacional específica para divulgar o full lenght sendo agendada? Planejam retornar a outros países da América do Sul ou mesmo Europa?
Caio – Os shows no Brasil somente acontecem as sextas, sábados e domingos, e graças ao excesso de ‘days-off’ é muito difícil agendar uma turnê extensa, abrangendo boa parte do território nacional. No passado fizemos sequências de shows por muitas cidades em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul. Temos como objetivo realizar datas em todo o território nacional para divulgar o “Homicidal Rapture”, porém uma extensa turnê pelo Nordeste e outra para o Sul do país será agendada somente em 2012. Ainda em 2011 vamos realizar uma nova tour sul-americana, passando por Uruguai, Argentina e Paraguai, países que não fizeram parte da primeira turnê. Já estamos negociando também datas para a turnê europeia, que vai acontecer em abril de 2012.

Metal Reunion Zine –  Com esse atraso no lançamento do “Homicidal Rapture, eu acredito que a banda já tenha composições novas para um futuro álbum. Estou certo? Fale um pouco sobre o que vem por aí em termos musicais e aproveite para falar de forma geral dos planos do Lacerated And Carbonized para 2011, que já está indo para a sua metade.
Caio – Graças a esse atraso pudemos compor muita coisa paralelamente aos shows. Posso lhe dizer que o novo material está matador! A experiência que angariamos com a estrada está se refletindo diretamente nas composições. Ainda em 2011 faremos uma nova turnê sul-americana e, em setembro, entraremos em estúdio para gravar um novo álbum de inéditas.

Metal Reunion Zine –  Com a certeza de que teremos muitas conversas iguais, agradeço o tempo cedido para as respostas em nome de todos do Metal Reunion Zine e deixo as últimas linhas para suas considerações finais. Tive o prazer de ver a banda nascer e desejo, sinceramente, muita sorte na estrada, que com certeza será longa.
Caio – Obrigado ao Metal Reunion Zine e a você, Chakal, que nos acompanha desde o início. Agradeço a todos que apóiam nosso trabalho e ao Underground nacional. Fiquem atentos em nosso site, bem como ao nosso Twitter, Facebook, Orkut e demais meios sociais para as novidades que virão ainda em 2011. Esperamos ver todos na estrada!

Site:
Entrevista por Chakal
Fotos: Divulgação

Originalmente publicado em

BLACK ROLE FEST 2 - DATA:11/02/2012 - JOINVILLE - SC

Fonte
Pesquisa Music Reunion Prod's

REVENGE – Novo álbum da banda colombiana sairá no Brasil pela Kill Again Records.

Metal is : Addiction and Obsession, o novo álbum dos colombianos do Revenge será lançado no Brasil pela Kill Again Records.  Este é o quarto full lenght do grupo, que está completando uma década de atividades. A música da banda continua intacta: Speed/Heavy Metal veloz ,  insano e recheado de riffs matadores!

Ouça a faixa Hell Avenger aqui:


REVENGE – Metal is: Addiction and Obsession

Track List:

1. Intro - Hell Avenger (Let's Go to Hell and There Hail to Satan)  

 2. Speed Metal to the Bone  

3. Plague of Death 

4. Metal Rules My Life 

5. No Speed Limit for Destruction

6. Addiction and Obsession 

7. Satan's Warriors  

8. Fire Attack 

Line-Up:
Esteban Mejía (Vocal/Guitarra)
Juan Pablo Arroyave (Guitarra)
Jorge Rojas (Baixo)
Daniel Hernandez (Bateria)

Previsão de lançamento: primeiro trimestre de 2012.
Maiores informações:

Kill Again Records
Novos lançamentos/New releases
CD Digipack CORPSE GRINDER Apocalyptic Terror
CD WARHAMMER No Beast so Fierce...+ 03 Bonus
CD HEADBANGER Ready to Strike + 03 Bonus
CD MORTAGE The War is Not Over
CD BEYOND THE GRAVE The Terror Beyond
CD THE FORCE Nations Under Attack
CD DECIMATOR Bloodstained
DVD VIOLATOR Thrashin' United Tour - Live in Santiago 2007
DVD Just Kill and Kill Again !!! (HIRAX / MORTAGE / DEVIL ON EARTH)
Próximos lançamentos/Next releases
CD EXECUTER Psychotic Mind + Bonus
CD SHOCK Heavy Metal We Salute You + 09 Bonus


Fonte

SANCTIFIER revela track list de novo álbum.

A banda de Death Metal SANCTIFIER revela o track list do novo álbum intitulado, "DAEMONCRAFT". As gravações iniciarão no dia 02 de janeiro com previsão de término para o dia 09 de janeiro, e será mixdo e masterizado no estúdio Flames no Rio de Janeiro.

Relação das músicas do "Daemoncraft"

01 – Daemoncraft
02 – The power of ye
03 – Worshiping dark thoughts
04 – Demon ov lava
05 – The old ones are, the old ones shall be
06 – Cthulhu – the unspeakable
07 – Necronomicon
08 – Tentacles
09 – Invocation of a shoggoth
10 - Bonus track

Fonte

domingo, 1 de janeiro de 2012

ENTREVISTA: OLIGARQUIA

São quase 20 anos de luta intensa em nome do Underground e nem pensar em se ajoelhar perante os modismos e a indústria fonográfica, talvez por isso a banda seja considerada tão polêmica, até mesmo em razão de algumas declarações de seu baterista, Panda Reis. Desde o álbum “Nechropolis” (2000) eu conheço o trabalho dos ‘Death Maniacs’ paulistanos da Oligarquia. Particularmente revelo a você que está lendo essa, que sou fã do trabalho honesto dessa banda e essa entrevista acaba sendo uma realização pessoal também. Vamos lá!

Metal Reunion Zine– Oligarquia já atravessou quase duas décadas dedicada ao Metal Underground e acaba de lançar seu novo álbum. Mas, apesar do tempo de estrada do grupo, acredito que muitos leitores do Recife Metal Law não conheçam a história da banda. Então faça um resumo da biografia da banda até o presente momento.
Panda Reis – A banda fez seu primeiro show em setembro de 1992. Antes dessa data nunca tínhamos tocado em um palco, em uma casa de shows com aparelhagem descente, então marcamos essa data como marco inicial da banda. Gravamos nossa primeira Demo em 1995, que levou o título de “Conviction of the Death”, e três anos depois veio a “Really to be Dead”, essa com duas mil peças distribuídas! Assinamos com a Destroyer Records, lançamos o “Nechropolis”, rodamos o país... Em 2003 lançamos o “Humanavirus” pela Mutilation Records, e em 2004 um split que só saiu na Europa. Desde o início somos uma banda de Death Metal tradicional mesmo. Já tivemos muitas mudanças na formação, fizemos vários shows e incomodamos muita gente pela nossa postura mais ativista, protestante e totalmente contrário a política do Underground atual. Somos mais uma das centenas de bandas de Metal aqui de São Paulo.

Metal Reunion Zine– O álbum “Distilling Hatred”, lançado este ano, já estava pronto há algum tempo e seria lançado por uma gravadora do Sudeste. Por que, após terem divulgado a assinatura para o lançamento, o disco acabou sendo lançado de forma independente?
Panda – Sim, sairia pelo selo Dark New Age Records, que nos fez uma proposta para lançar o “Distilling Hatred”. Então nos mandaram um contrato no qual nos propunha condições parecidas com o nosso primeiro contrato, do primeiro CD. Não concordamos com cláusulas e o questionamos antes de assinar. Nesse meio termo a máscara do cara foi caindo. Uma banda do Rio de Janeiro tomou calote na prensagem do CD (que ele fez a banda pagar uma porcentagem), sumiu com o adiantamento de um show de umas bandas ‘gringas’ que ele anunciou que estava trazendo... Enfim, percebemos com o tipo de aventureiro estávamos lidando. Nem assinamos o contrato, o rasgamos e já era! Então falei com os caras da banda e com alguns amigos do passado e reativamos a Poluição Sonora Records, selo esse que lançou as duas primeiras Demos da banda, produziu todos os nossos shows nos anos 90, trouxe pela primeira vez (em 2000) para São Paulo o Unearthly e o Khrophus, tinham produzidos shows memoráveis no auge do Death Metal, como Torture Squad, Oligarquia e... (esqueci as outras bandas), no boêmio bairro do Bixiga. O selo foi reativado e lançou esse CD novo. Por ser um selo de ‘gente’ e não de dinheiro, vendemos o CD abaixo do preço (R$. 7,00). Não tem encarte (encarte só digital no site, para que gastar mais papel do que necessário?), nem caixa acrílica que fica poluindo o ambiente por séculos. Nenhuma gravadora aceitaria vender o CD a esse preço. (risos) Nosso compromisso é com a galera que curte nosso som. O que interessa pra gente é que eles tenham um material de qualidade e barato.

Metal Reunion Zine– Sinceramente quando ‘vi’ uma banda brasileira de Death Metal caminhando para vinte anos de estrada, produzindo seus fonogramas em um dos melhores estúdios do país e, mesmo assim, lançou um álbum de forma independente penso que as ‘gravadoras’ de Metal no Brasil acabaram mesmo. Estou ligado na era do download e crescimento de uso das mídias digitais, mas mesmo assim é no mínimo curioso. Diga-me, a que se deve isso? Será que no futuro das bandas em terras ‘brazucas’ será lançar seus materiais apenas no Myspace e Youtube?
Panda – Então cara... Fizemos nosso primeiro show mesmo, com público para o estilo e em uma casa de shows de verdade, em setembro de 1992. Faz tempo, hein!? Mas como na cultura brasileira idade, ser idoso não quer dizer porra nenhuma, muito pelo contrário, você começa a ser visto como retrógado, ultrapassado (risos), e uma banda como a nossa não interessa para os selos que temos na atualidade. Somos problemas demais por pouco lucros, saca? (risos) Optamos sempre em gravar em estúdios legais, desde as Demos, que gravamos no Anonimato Estúdio, até esse “Distilling Hatred”, que gravamos no Top Noise, o antigo Army , aonde já gravaram até RPM, Exalta Samba, etc. (risos) Mas a ideia foi do Ártour, a culpa é do comunista, pois ele conhecia o cara desde moleque, então pagamos muito menos do que vocês podem imaginar. (risos) Mas, para concluir, percebemos que eles não têm a veia Metal no sangue e passamos a não falar a mesma língua, então corremos para o Ciero mixar e masterizar o trabalho. A ideia era ter qualidade (no nosso entender de qualidade para a Oligarquia), mas ter aquele clima pesado, denso, caótico, que a banda tem e os mais novos talvez não entendam. (risos) A gente quer que as gravadoras se fodam! Eles nunca apoiaram de verdade a cena e não irão apoiar agora. Durante o ‘boom’ do Metal, no começo dos anos 90, até a Eldorado entrou nessa, mas por quê? Moda, mercado, comércio! Será que as gravadoras não percebem que o CD, hoje em dia, é mais um cartão de visita e não a ‘obra’ toda. A tecnologia atual permite que a independência da música seja quase que total, e acho isso muito bom. Eu mesmo acho ‘ducaralho’ quando encontro músicas ou CD inteiro nosso para baixar. Tem mais que baixar mesmo! Nós mesmo pretendemos colocar todo esse disco pra ser baixado no site, mais pra frente, não vejo problema algum nisso. Música é arte e arte deveria ser domínio público desde seu nascimento. Hoje é Myspace, Youtube, amanhã serão outras ferramentas. As gravadoras podem acabar, foda-se! O que não pode acabar é a musica.

Metal Reunion Zine – Voltando ao disco, comente os temas abordados nas composições de “Distilling Hatred”.
Panda – É um mosaico do ódio, cara. Falamos de tudo que fomenta o ódio nas pessoas mais sensatas e menos passivas; criticamos o que tornou nosso mundo nesse retalho de dialéticas difusas e fantasiosas, seja religião, política interna ou externa. Enfim, novamente não é um disco conceitual, mas tem um tema central. Explicamos porque nosso ódio está sendo destilado. Na banda somos extremamente interessados em assuntos sociais, políticos, religiosos e tudo que moldou e construiu o mundo como o conhecemos. Alguns na banda vão mais fundo, estudando e se formando academicamente nessa área de humanas, outros são engajados em lutas revolucionárias e outros apenas tomam cerveja e são curiosos no assunto, mas funciona bem, pois as letras tem um teor histórico, real e fortemente contestador. A ideia é usar a música para expressar que odiamos tudo isso criado por uma civilização monoteísta, estúpida, egocêntrica, que se acha o máximo do universo e ainda insiste em fantasiar leis, regras, crenças e querem que todos as sigam. Nosso ódio continua a ser destilado!

Metal Reunion Zine– Como anda a tour de divulgação do álbum? Como os Deathbangers estão recebendo os sons do novo álbum?
Panda – Não tem tour, cara! (risos) Não somos uma banda que segue padrões. Lançamos o disco sem show de lançamento, sem alarde, sem imagem e sem ficar chamando a atenção. O que importa são as músicas. É a obra e não todo o resto. Não temos uma tour agendada, somos velhos demais para cair na estrada com as condições que os produtores estão oferecendo. Está foda para cair na estrada da maneira que está. Então estamos tocando em shows que aparecem e até que temos tocado bastante, mas, como já disse, desde setembro é ‘licença maternidade’ e só voltaremos aos palcos no ano que vem. Não sei como está sendo aceito, até porque acabou de sair e como a gravadora é minúscula, a distribuição está sendo minúscula. Tentamos alguns contatos de algumas distribuidoras maiores, mas as conversas não andaram, então percebi que tínhamos que fazer tudo sozinhos. O CD nem chegou a todos os lugares que deveria, na verdade acho que nem em 10%, mas vai chegar, devagar, amadoramente, mas com muita honestidade, amor ao trabalho e tesão! Espero que a molecada curta o trabalho.

Metal Reunion Zine – Vocês tiveram uma recente mudança de formação. O que aconteceu? Qual a formação do grupo atualmente.
Panda – Sim, tivemos. Normal, faz parte de a banda mudar, sempre mudamos, desde o começo mudamos. Daquele começo lá em 1990 só restou eu mesmo. O Ártour é o segundo mais velho, entrou em 1998, e é o cara que mais tempo durou na banda. Acho que foi o que mais entendeu qual que é da Oligarquia. A banda não é o Panda, eu apenas a criei. Depois ela tomou corpo e alma, e é assim até hoje. Cada cara que entrou deixou um pouco da sua energia na banda e mesmo essa pessoa saindo, esse DNA continua ali na banda, vamos absorvendo cada um que tocou nela nesses anos todos. Não rolou nada que não rola em milhares de bandas diariamente: descomprometimento, ‘vibe’ errada, interesses difusos... Enfim, não rolou mais com o Victor Pancho e o Guilherme voltou pro inferno. (risos) Quase todas as separações da banda rolaram na boa e mantivemos a amizade. Isso eu acho foda! Alguns membros ainda tocam comigo em outros projetos. Mudanças levam a outro patamar, acima ou abaixo, depende como você encara sua banda. Hoje a Oligarquia é Panda Reis (bateria, Guilherme (guitarra), Ártour (baixo) e Max Hideo (vocal).

Metal Reunion Zine– Atualmente vemos cada vez menos bandas com alguma postura ideológica, em muitos casos o grupo pensa mais em fazer o pseudo ‘sucesso’ do que ser honesto no que prega em suas canções ou em sua proposta. Como a Oligarquia vê esse tipo de postura dentro de nosso cenário, visto que observei aqui nas letras uma ‘veia’ de protesto bem explícita?
Panda – Cada um faz da sua banda o que bem entender, eu não me importo com o que as outras bandas falam. Lógico que ao ler as letras de algumas eu tenho acessos de risos em ver que perdemos tanto tempo em contar historinhas infantis, que nada acrescenta para o ouvinte, que nada faz além do que dar continuidade a bestialidade, que é a formação ideológica do mundo contemporâneo. As bandas falam de religiosidade ou coisas que nada tem de relevante para o momento histórico em que o mundo atravessa. Basta dar uma atenção ao que acontece no mundo. Nem estou falando para você ser formado em cursos racionalistas, como História, Ciências Sociais e Filosofia, basta ter um pouco mais de sensibilidade pra notar a contradição aumentando. O mundo está se dividindo; as pessoas estão tomando partido, mesmo sem ter noção exata disso. A Extrema Direita tem se aproximado; a Extrema Esquerda tem se comunicado; o capitalismo treme e com ele toda uma ordem estabelecida. Estamos vivendo a época mais tumultuada da história; estamos às portas de acontecimentos altamente relevantes para o futuro da humanidade, aonde interesses de todos os lados se colidem e continuarão a colidir, pois não tem como voltar. Agora é ir até o fim e com o tempo não vai dar pra ficar em cima do muro, como a grande maioria. Nós não! Sempre nos posicionamos em relação a tudo, desde o começo, mas não dá para querer que todas as bandas sejam assim. Algumas delas nem sabe o que é um Estado de Direito. (risos) Pra você fazer um discurso mais político e mais refinado nas ideias e pensamentos, tem que se estar envolvido nisso, e nós estamos, por isso nossas letras é só protesto, é só ataque a ordem estabelecida. Não é apenas uma ‘veia’, mas o organismo inteiro é raivosamente consciente do que somos e o que queremos atingir.

Metal Reunion Zine– Há tempos atrás tivemos muitas bandas indo na onda do Krisiun e apostando na dita hiper-velocidade, inclusive apresentando muitas tentativas frustradas. Também, de alguns anos para cá, me deparei com diversas bandas de Black Metal se tornando Death Metal declaradamente, seguindo, sei lá, algumas influências de bandas ‘gringas’ e apostando no ‘mercado’. Em uma época que diversos grupos apostam em mudar de estilo, ‘cagando’ para seus fiéis fãs, o Oligarquia permanece seguindo em frente, fazendo Death Metal tradicional, como era a proposta desde o início. Você não acha que com tanto modismo e falta de honestidade dentro de nosso cenário vocês não estão ‘remando contra a maré’?
Panda – Sim, continuamos os mesmos Death Metals de sempre, (risos) como no início, e isso deve ser assim até o fim. As mudanças que rolam são no desempenho, no instrumento, variando principalmente de formação pra formação. Mas é assim que tem que ser, somos uma banda de Death Metal, da época que não tinha subdivisões no estilo, como a mídia utiliza agora, colocando o Death Metal em subgêneros muitas vezes difícil de assimilar e entender pra um ‘coroa’ como eu. (risos) Se estamos remando contra a maré? Acho que sim, mas as marés mudam, por isso que você não deve remar a favor delas, você tem que fazer o que gosta, fazer o que te dá tesão e, como tudo na vida, ter ideal e não se vender para conquistar certas coisas tão medíocre como passageiras. A meta nunca foi ganhar dinheiro com a Oligarquia, nem o mínimo que seja; fazemos arte e arte muitas vezes é renegada ao esquecimento e a miséria, por isso idiota daquele que muda para ser aceito, muda para conseguir maior destaque ou muda porque não tinha convicção no que fazia. Ninguém é obrigado a gostar de um estilo só, mas daí adulterar sua música, sua banda, seu estilo... Por isso que tenho projetos paralelos, ou seja, a Oligarquia vai sempre tocar Death Metal. Para tocar outras coisas tenho meus projetos paralelos.

Metal Reunion Zine– Estava falando em ‘off’ com o Max, que me disse que está com umas ideias legais para produção de outro álbum. Conte-nos essas novidades. Já tem sons sendo feitos para outro registro? Aproveita e fale de outras novidades que vem por aí.
Panda – Todos temos ideias, o tempo inteiro estamos conversando e vendo o que fazer daqui em diante com a banda. O Max tem uma ideia legal para o disco novo, mas um pouco grandiosa demais. (risos) Mas vamos trabalhar pra fazer da ideia dele algo muito próximo da ideia inicial, pois em paralelo tenho escrito a temática do disco novo junto com o Ártour e na hora certa iremos juntar todas as ideias e começar a criar um novo material da banda. Sempre juntamos todas as ideias e debatemos muito para chegar a um denominador comum, como letras, sons, capa... Ainda está muito cedo, mas já temos várias ideias e saindo das quatro cabeças. Na maioria das vezes não é uma ideia que fica, mas com o resultado desse debate vem desgraça boa por aí!

Metal Reunion Zine– Disco novo lançado e a banda na árdua batalha há vinte anos. Mesmo com um disco lançado de forma independente, existe a possibilidade de a banda fazer uma tour de divulgação pelo Brasil?
Panda – Ele saiu via Poluição Sonora Records, que vem fazendo um trabalho muito honesto. O selo é menor que todos que tivemos, mas os caras são 100% honestos em toda a correria. Tudo bem que temos que trabalhar pra caralho para divulgar, e a distribuição é minúscula, mas vamos trabalhando muito mais felizes assim, pois sabemos que cada CD é vendido ou distribuído com a maior honestidade que já tivemos nesses vinte anos de banda! Acho que para o próximo devemos seguir a mesma fórmula e lançar por eles novamente. A meta nunca foi vender, mas sim fazer o material chegar às mãos dos bangers certos, dos Core certo, dos Grinder certo, saca? Turnê no Brasil é mero apelido de uma sequência de shows. Nenhuma banda fica em turnê aqui, cara. Às vezes vejo as bandas ficarem quatro semanas em tour quase que todos os dias na Europa ou nos EUA. Isso não rola aqui. Aqui para molecada ir á shows no sábado já está foda! Se não tiver bandas ‘gringas’ não vai quase ninguém, imagina tocar em uma quarta-feira? A cena aqui é diferente das deles, e a gente precisa por os dois pés no chão e cair na real sobre isso! As bandas nacionais fazem shows, turnê é impossível para bandas nacionais fazerem. Você viaja, toca no máximo sexta-feira, sábado e domingo e pronto. Não faremos muitos shows esse ano. O Max Hideo vai ser pai pela primeira vez e está querendo curtir a gravidez e os primeiros meses, e é claro que ele está certo e tem todo nosso apoio. Tocamos em setembro último (em Santos) e agora só no ano que vem.

Metal Reunion Zine– O Oligarquia sempre foi uma banda contestadora, e muitas vezes ‘desceu a lenha’ no mercado fonográfico e nas gravadoras. Você não acha que isso foi um fator determinante para que nenhum selo assinasse com a banda?
Panda – Sim, tenho certeza disso! (risos) Mas eu quero que se foda! Não vou podar minha maneira de pensar, meu modo de ver o ‘mercado’ Underground, a maneira padronizada que eles organizaram o Underground. Agora ‘tá tudo dominado, cara. Reproduzimos o que mais odiamos na nossa cena, e as gravadoras, a mídia, são todas uma grande panela que está cagando e andando pra cena de verdade. Eles ajudam apenas quem os ajudam, a oposição eles renegam. Se as gravadoras não assinam com a gente porque eu não fico calado e fingindo que estou satisfeito com as migalhas que eles nos dão, foda-se! Agindo assim, eles só corroboram com o que sempre falei: que elas não passam de usurpadores da arte e usam métodos tão tiranos, em sua devida proporção, que o ‘mainstream’. Não as vejo fazendo porra nenhuma na real pelas bandas; nenhuma banda recebe o que deveria das vendas, e as vendas não aumentam porque elas não fazem o trabalho que deveriam fazer. Critico mesmo, desço a lenha em quem com hipocrisia quer brincar de fazer Underground ou ainda pior: quer fazer da arte uma mercadoria. Tenho plena consciência que as gravadoras do Metal brasileiro cagaram em assinar para lançar um novo CD da Oligarquia, porque se você me prometer e não cumprir, eu vou cobrar e vou falar pra quem quiser ouvir que você não cumpriu! Não estamos fazendo favor nenhum para elas. Elas vendem os nossos CDs, nossas músicas, nossa arte por preços absurdamente caro, e ainda não cumprem o que prometem. Não fazem nada da maneira que deveriam fazer pelas bandas, propaganda em revista, resenhas, notinhas... Vamos pensar mais que modelitos pré-estabelecidos e seguidos. Não precisamos delas, nenhuma banda precisa delas, mas elas, sim, precisam da gente, precisam das bandas... Enquanto tivermos bandas que paguem para tocar, para abrir shows, que se sintam valorizadas por causa de uma fotinha em revista e achar que as gravadoras são como mães, mesmo recebendo o mínimo, essa porra vai continuar assim! Precisamos dos bangers, do público, esse sim faz a cena. Bandas, façam vocês mesmas às coisas pela sua banda!

Metal Reunion Zine– Agradeço, de coração, por seu tempo cedido e reafirmo com orgulho que sou fã de vosso trabalho. Desejo muitas vitórias na estrada! Deixo essa última pergunta para suas considerações finais. O espaço é seu. Força!
Panda – Falar o quê, meu irmão? (risos) Foi foda a entrevista! Foi foda falar pra galera. Valeu a todos que leram! Valeu Chakal, não só pela entrevista, mas por anos de amizade e parceria. Valeu Metal Reunion Zine e todos que conseguem perceber que alguns brincam de fazer Metal e outros fazem Metal por amor e convicção naquilo que fazem. Radicalismo estúpido é coisa de gente sem neurônios.
Defender uma arte é coisa de gente que acredita no que faz! Estamos juntos no front! Logo, logo a gente se tromba por aí. Abraço a todos!

Entrevista por Chakal e Valterlir Mendes

Fotos: Divulgação

Originalmente publicado em


Guaru Extreme Fest VI - Data: 28/01/2012 - Musicall Bar - Guarulhos - SP.

Guaru Extreme Fest VI - 28/01/12 
Musicall Bar - Guarulhos - São Paulo.

Atrações:
Gestos Grosseiros,
Nervochaos,
Sadsy,
Anarkhon e Beyond The Grave.
Local:
Musicall Bar
Endereço:
Av. Otávio Braga de Mesquita n°. 634
Vila Fátima - Guarulhos - São Paulo.
Inicio:
20 horas
Ingressos
R$ 10,00 (Homem)*
R$ 5,00 (Mulher)*
Direito a 1 lata (cerveja ou refrigerante).
Informações sobre o evento
Gestos Grosseiros:
Central de atendimento
Tel.: 011-6319-9861

Apoio
Metal Militia web radio
Exmera web radio
Tornhate Records

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FARSCAPE + WHIPSTRIKER + BLASFEMADOR + FLAGELO EM FORTALEZA - CE.


No dia 21 de Janeiro em Fortaleza/CE
Local: Clube Santa Cruz, nº710 - Centro

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TUMBA PRODUCTIONS APRESENTA: EXHUMED E ABORTED NO BRASIL - DATA: 18/02/2012 - HANGAR 110 - SP.

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Pesquisa Music Reunion Prod's

ENTREVISTA: IMPACTO PROFANO

Recentemente recebi a última Demo da horda Impacto Profano, intitulada “Lucifer”. Achei surpreendente a evolução musical do grupo e resolvi trocar uma ideia com o membro fundador dessa máquina de destruição 100% Black Metal baseada em terras cariocas.

Metal Reunion Zine – Para iniciarmos nossa conversa peço que você apresente a horda Impacto Profano para os leitores do Metal Reunion Zine.
Lord Anti-Christ – Negras Saudações! Sou o baterista e fundador da máquina de guerra Impacto Profano, que teve início em suas atividades no dia 22 de dezembro do ano de 2001. Minha proposta sempre foi executar um Black Metal brutal, sombrio, mas bem executado, carregado de fortes filosofias obscuras, e por todos esses anos tive dificuldade em manter uma formação estabilizada como se encontra atualmente. Devido a isso, na época a primeira Demo, “Propagation of the Blasphemy”, que iniciou as gravações em 2004, não foi lançada. Em 2008 lançamos a segunda Demo, “Invocation to Destruction of Jehovah and Christianity”, e a primeira Demo saiu junto como bônus. Em 2010 gravamos e lançamos o artefato mais recente, intitulado “Lucifer”. Este pode ser considerado uma terceira Demo Promo do full lenght, pois as três faixas serão regravadas e mais outras novas que estão na agulha. Se tudo correr como estamos programando regravaremos uma faixa de cada uma das duas primeiras Demos, que possivelmente entrarão como bônus. Nossa formação atual é Lord Anti-Christ (bateria), Marduk (vocal), Lord Nuctemeron Daemon e Sucubus Kalls (guitarras) e Pazuzu (baixo).

Metal Reunion Zine – Falando da questão ideológica e do conteúdo das letras, notei que as abordagens do Impacto Profano estão baseadas em Satanic Black Metal com algumas doses de ataques ao cristianismo. Isso é algo que cada vez é menos usado por bandas do gênero. Em algum momento vocês abordam outros temas em suas letras, os quais não tenham relação direta com a proposta, tendo como base acontecimentos contemporâneos?
Lord Anti-Christ – Em primeiro lugar, sou eu que escrevo todas as letras da banda e afirmo: Lúcifer é nossa inspiração! É nele que acreditamos e a guerra dele também é nossa! Sempre atacaremos o imundo cristianismo, não porque somos Black Metal e temos que fazer isso, e sim porque conhecemos o caminho de mentiras e derrotas que ele é. Lúcifer é o caminho da sabedoria, liberdade e postura. Nosso contexto ideológico é esse, pois é desta forma que vivemos um dia após o outro.



Metal Reunion Zine – A Demo “Lucifer” é o terceiro registro da horda e considero o trabalho com melhor produção. Observei que normalmente vocês lançam os materiais com poucas faixas. Isso é proposital ou existe outro motivo?
Lord Anti-Christ – Também achamos “Lucifer” mais bem produzido do que “Propagation of the Blasphemy” e “Invocation to Destruction of Jehovah and Christianity”. Há um bom tempo trabalhamos com Eregion da Mysterian Art como nosso produtor e há cerca de um ano e meio como técnico de som também, assim nos facilita para deixar o mais profissional possível. Sempre colocamos poucas faixas nas Demos para que os ouvintes ouçam inúmeras vezes e prestem bastante atenção no que estamos passando, já que se trata de um material de demonstração.

Metal Reunion Zine – Como essa nova Demo tem sido recebida pelos hellbangers? Além da horda existem aliados distribuindo o artefato em outros cantos?
Lord Anti-Christ – A divulgação de “Lucifer” está sendo ótima! Em vários estados do Brasil as pessoas elogiam nosso trabalho depois de ouvir no Myspace da banda, e nos solicitam o material. Por enquanto ninguém está distribuindo, além de nós. Mas em breve isso será possível, como também em breve serão lançadas cinquenta cópias desse artefato na Europa. Mais informações sobre isso teremos em breve.

Metal Reunion Zine – Escutando “Lucifer” notei muitos elementos inerentes ao Death Metal dos anos 90, que em minha opinião, deram um ritmo mais sombrio nas composições e agregaram um valor muito interessante. A que se deve isso?
Lord Anti-Christ – O Impacto Profano, com dez anos de estrada, amadureceu muito, não só ideologicamente como musicalmente. Nossas músicas, além de satânicas, são extremamente sentimentais e brutais ao mesmo tempo. Já teve gente que comentou que o que fazemos não é Black Metal. Eu, na verdade, não me importo com certas opiniões, pois “ESTE É O BLACK METAL QUE O IMPACTO PROFANO EXECUTA”. Não é nossa ideia ser banda clone de outra. Agora nossas influências não podemos descartar...

Metal Reunion Zine – A horda já tem planos para um full lenght? Caso sim, já tem um titulo em mente? Planejam uma tour para divulgar esse? Por quais lugares do país gostariam de se apresentar?
Lord Anti-Christ – Temos sim. Estamos fechando algumas músicas que farão parte desse artefato maligno. O título do trabalho, para divulgar, ainda não tenho, mas para o fim desse ano pretendemos estar com ele pronto em mãos para agendar uma tour. Se for possível queremos uma tour pelo Nordeste, Sul, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, e por onde for possível no Brasil, que é nossa terra.

Metal Reunion Zine – E quanto aos shows? Vocês têm feito algumas apresentações após o lançamento da Demo? Como tem sido a recepção do público nas apresentações com as músicas novas?
Lord Anti-Christ – Depois do lançamento fizemos um show em janeiro, no Rio de Janeiro, e em fevereiro em São Paulo, e o público respondeu com fúria quando tocamos os novos hinos de guerra. No último dia 10 de abril participamos do Metal Battle 2011. Também nos apresentamos no dia 07 de maio em Friburgo.

Metal Reunion Zine – Apesar de que de certa forma você já respondeu nas perguntas anteriores, me diga quais os planos da horda para esse ano de 2011, que está passando bem rápido. O que os hellbangers podem esperar de novidades do Impacto Profano?
Lord Anti-Christ – Estamos nos concentrando muito nas composições que iremos gravar em breve, e até o fim de 2011, além dos shows que queremos fazer em outros estados do Brasil, temos interesse de fazer uma tour por toda América do Sul, se for possível. Isso faz parte de nossos planos... Queremos espalhar como uma peste a qualidade do Metal extremo brasileiro para todos os seguidores de diversas partes do mundo.

Metal Reunion Zine – Agradeço o tempo cedido e desejo vitórias para você e todos os integrantes da horda, com a certeza de que em breve nos encontraremos em alguma celebração extrema. Deixo, então, essas últimas ‘linhas’ para suas considerações finais...
Lord Anti-Chtist – Agradeço ao Recife Metal Law e a você, Chakal, pela oportunidade de falar sobre o Impacto Profano e por todo o apoio e divulgação. Agradeço, também, a todos os reais seguidores da arte maligna que nos apóiam. Salve Lúcifer, nosso mestre! Hail!

Site:
Entrevista por Chakal
Fotos: Divulgação

Originalmente publicado

HURRICANE METAL FEST V - DATA:21/01/2012 - GARAGEM HERMÉTICA - PORTO ALEGRE - RS.

Dead Shall Rise V - Data: 21/01/2012 - HANGAR - CURITIBA/PR

Fonte
Pesquisa Music Reunion Prod's

18ª EDIÇÃO DO METAL CHAOS FESTIVAL - DATA: 28/01/2012 - IMPERATRIZ - MA

18ª EDIÇÃO DO METAL CHAOS FESTIVAL
COM AS DUAS MAIORES FORÇAS DO
UNDERGROUND CARIOCA E BRASILEIRO

---- FARSCAPE ---
Thrash Metal, desde 1998 na ativa
Com 02 CDs e 3 EPs lançados no Brasil e no Exterior (Alemanha, Chile, Portugal, Tailândia, Colômbia) em versões LP e Tape.
Com uma tour brasileira no ano de 2008 em 14 estados, tendo também shows ao lado de Sodom, Rotting Christ, Vader e Desaster.

---- WHIPSTRIKER ---
Metal Punk na linha Venom e Motorhead, na ativa desde 2008
Depois de uma tour na Europa com 26 shows em 10 países, a banda chega em Imperatriz para apresentar seu CD/LP, 2 EPs e 2 demos lançadas no Brasil e Exterior (Alemanha, EUA, Japão, Escócia).

ABERTURA:
MORTOS & UNBORN

Fonte
Perfil Metal Chaos


DEPERTAR DOS GUERREIROS NOTURNOS V - DATA:21/01/2012 - BELO HORIZONTE/MG´.

Laconist, Martírio, Funebre, Labyrint Spell, Âmago Turvo e Aasverus
Início as 17 horas - Valor: 12,00 (antecipado) R$ 15,00 (na hora)
Local: Av. Amazonas, 9340

Fonte