Metal Reunion Zine

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sexta-feira, 31 de março de 2017

OUTSET - Retreat to Nowhere - Resenha CD


OUTSET
“Retreat to Nowhere”
Gallery Productions/Vários – Nac.
Álbum de estreia da banda potiguar Outset, após o lançamento de duas Demos, “Retreat to Nowhere” pode ser considerado um verdadeiro bombardeiro Grind/Death Metal. O disco é de uma urgência impressionante e de um poder devastador que só quem é iniciado no estilo tem a ideia de como é. São 10 petardos em pouco mais de meia hora de execução de brutalidade sonora. O tempo de duração, com relação ao número de músicas, pode ser considerado longo para o estilo, mas de forma alguma cansa o ouvinte e agradará em cheio os amantes do estilo. Achei interessante a variação no tamanho de duração das músicas, algumas delas passando dos três minutos, outras sendo mais diretas, com pouco mais de um minuto de duração ou menos. Essa alternância também se dá na parte instrumental, já que em meio a todo o caos Grindcore podemos ouvir partes bem influenciadas pelo Death Metal, principalmente nos andamentos cadenciados. Isso é bom para que o ouvinte consiga ‘respirar’ um pouco, já que, como já mencionado, o caos sonoro é predominante até o fim do disco. Os vocais de Luzdeth Lott (que também foi responsável pela parte gráfica ao lado do artista Tiago Prado) são aterrorizantes, urrados de forma psicótica. A parede sonora formada pelos brutais riffs de guitarras de Flávio França e Pedro Henrique, ao lado da ‘cozinha’ demolidora formada por Patrick Schaestein (baixo) e Marcelo Costa (bateria) é bem densa, diria intransponível. Os músicos conhecem o terreno em que estão pisando, algo normal, até porque todos eles advêm de bandas extremas de seu Estado. A parte lírica trata de assuntos cotidianos, relacionados à política, violência, corrupção, entre outros. Os destaques, entre as magníficas, aterradoras e singelas canções apresentadas neste álbum? Bem, praticamente impossível apontar alguma, afinal todas mantém uma linearidade incrível. Mas “Trilha Branca” se destaca por ser em português; “Deceptions Lies”, por sua pomposa aura de destruição Grind/Death Metal e “His Own Curse”, que tem uma levada mais densa. A gravação está num nível que o Grindcore pede, e mesmo tendo sido feita em três estúdios diferentes, a mixagem final deixou tudo num mesmo patamar.

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E-mail: outsetbr@gmail.com

Resenha por Valterlir Mendes

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