Metal Reunion Zine

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sexta-feira, 30 de junho de 2017

MERCY KILLING - Euthanasia - Resenha CD

MERCY KILLING
“Euthanasia”
Independente – Nac.
Exatos 17 anos separam o lançamento do primeiro álbum do Mercy Killing de sua formação (a banda surgiu na capital baiana, em 1988). O disco foi lançado de forma independente, inclusive sendo lançado nos formatos digital, CD e LP, ou seja, a banda não se poupou em mostrar ao público um trabalho em diversos formatos e o deixar acessível na mídia que fosse. Com relação à musicalidade, são 16 petardos (o encarte indica 15, mas existe uma faixa-escondida) de pura violência sonora, altamente indicados aos amantes do velho Crossover, já que a banda carrega em sua música boas doses do velho Hardcore, que ficou ainda mais evidente na única música apresentada em português: “R.I.S. (Retrato Imundo da Sociedade)”. Mas, sendo uma banda de Thrash Metal, claro que vamos encontrar andamentos mais marcados, cadenciados, tipicamente para se bater cabeça, mesmo que os vocais de Tati Klingel imprimam certa ferocidade em cada música apresentada. Contando com apenas uma guitarra, a cargo de Alexandre “Texa”, nota-se que as músicas, quase em sua maioria, têm os andamentos ditados pelas linhas de baixo do membro-fundador Leonardo Barzi. Talvez tenha sido uma opção para justamente suprir a necessidade de uma segunda guitarra. Na sonoridade nada de inovação. É uma música ríspida, direta, sem invencionices desnecessárias. São músicas que vão direto ao ponto, de forma violenta, como o estilo que a banda faz o pede. Mas é aí que a atenção do ouvinte se agarra. Nessa forma de o Mercy Killing fazer a sua música. A gravação vem num bom patamar, soando orgânica e sem ‘overdubs’. O Estúdio Avant Garde, localizado em Curitiba/PR, fez um ótimo trabalho. E tente ficar inerte a ouvir “Ghost of Perdition”! É de se abrir um largo sorriso e levantar os punhos. A bateria de Leonardo Sampaio vem insana, não só nessa música. E, claro, encontraremos muitos solos durante o disco, mesmo que as muitas músicas sejam curtas. A capa nos remete as artes feitas nos discos da década de 80. No encarte, bem informativo, ainda encontramos um mural com diversas fotos. É aquele disco para colocar para rodar, pegar o encarte, acompanhar as letras (que falam de problemas sociais e da nossa amada música) e procurar por detalhes (muitos serão encontrados). Que não demore mais 17 anos para um novo lançamento.

Site: www.facebook.com/mercykillingBR

Resenha por Valterlir Mendes

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